Capital externo ultrapassa fluxo total de 2025 e reforça rali do Ibovespa
O índice bateu o 11º recorde do ano e rompeu os 190 mil pontos
No Brasil, cerca de US$ 31,1 bilhões ingressaram na B3 entre janeiro e o início de fevereiro, volume que já supera todo o fluxo de 2025, de US$ 25,4 bilhões. Em evento do BTG, André Esteves avaliou que o processo eleitoral perdeu peso na formação de preços dos ativos.
O Ibovespa voltou a renovar suas máximas históricas na quarta-feira (11), encerrando o pregão em forte alta de 2,03%, aos 189.699 pontos, no 11º recorde de fechamento de 2026. O movimento foi impulsionado pela migração de recursos de investidores que reduziram posições nos Estados Unidos e ampliaram a exposição a mercados emergentes.
Outro fator que favoreceu a alta foi a nova rodada da pesquisa Genial/Quaest, que mostrou redução da vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno da disputa presidencial. Para parte dos agentes financeiros, o resultado foi interpretado como positivo para os preços dos ativos.
No câmbio, o dólar recuou 0,18%, a R$ 5,19, menor patamar desde maio de 2024, após dados fortes do mercado de trabalho americano, que alteraram de forma relevante as expectativas para os juros nos Estados Unidos.
No Brasil, cerca de US$ 31,1 bilhões ingressaram na B3 entre janeiro e o início de fevereiro, volume que já supera todo o fluxo de 2025, de US$ 25,4 bilhões. Em evento do BTG, André Esteves avaliou que o processo eleitoral perdeu peso na formação de preços dos ativos. Para ele, a entrada expressiva de recursos na bolsa indica que as decisões de investimento estão mais ligadas às perspectivas estruturais do país do que às incertezas de curto prazo.
O payroll mostrou criação de 130 mil vagas em janeiro, quase o dobro da mediana das estimativas (67 mil). A leitura de economia aquecida esfriou a possibilidade de cortes imediatos pelo Federal Reserve (Fed). As apostas de redução em março, que chegaram perto de 20% dias atrás, foram praticamente zeradas, e mais de 90% do mercado passou a ver manutenção das taxas na reunião do dia 18.
Ainda nos EUA, a Câmara aprovou por 219 votos a 211 uma resolução para tentar reverter as tarifas impostas por Donald Trump ao Canadá. Trump reagiu e ameaçou punir republicanos que se posicionarem contra a política comercial, voltando a mencionar tarifas que poderiam chegar a 100%.
Para esta quinta-feira (12), o foco internacional recai sobre os pedidos de seguro-desemprego nos EUA e falas de dirigentes do Fed, como Lorie Logan e Stephen Miran. No Reino Unido, o PIB de dezembro mostrou alta mensal de 0,1%, em linha com o esperado.
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