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Brasil fecha 618 mil vagas formais em dezembro, mas termina ano com saldo positivo de 1,3 mi, mostra Caged

29 jan 2026 - 14h41
(atualizado às 16h11)
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O Brasil fechou 618.164 vagas formais de trabalho em dezembro, mas terminou 2025 com saldo positivo acumulado de 1.279.498 vagas, seu pior resultado desde 2020, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quinta-feira pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

O ‌resultado do mês passado foi fruto de 1.523.309 admissões e 2.141.473 desligamentos, sendo que o saldo foi pior do que a expectativa ‌de economistas apontada em pesquisa da Reuters, de fechamento líquido de 478.000 vagas.

O resultado de dezembro foi o pior para o mês em toda a série histórica, que contabiliza dados a partir de 2020, e também o mais negativo desde dezembro de 2008, quando era usada uma metodologia do cálculo de vagas diferente da atual. Dezembro é um mês no qual historicamente há retração ‍no saldo de vagas.

Já o saldo positivo total de 2025 apresentou queda de aproximadamente 24% em relação a 2024, que registrou abertura de 1.677.575 vagas, e foi também o pior desde 2020 -- ano de pandemia --, que teve saldo negativo de 189.393.

Os cinco grupamentos de atividades econômicas registraram saldos negativos de vagas em dezembro. O setor de serviços liderou ‌o fechamento de vagas, com 280.810 postos, seguido pela indústria, com 135.087. Em último lugar, ‌com o resultado menos negativo, ficou o setor de agropecuária, com fechamento de 43.836 vagas, segundo dados sem os ajustes com informações prestadas pelas empresas fora do prazo.

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, voltou a apontar os efeitos do elevado patamar da taxa Selic, atualmente em 15% ao ano, como um dos fatores que pressionaram o resultado de vagas e questionou o cronograma de redução da taxa básica por parte do Banco Central, com início previsto para março.

O BC decidiu na quarta-feira manter a Selic inalterada em decisão unânime de sua diretoria, e indicou que iniciará um ciclo de corte de juros na sua próxima reunião, em março, mas enfatizou que manterá "a restrição adequada" para levar a inflação à meta de 3%.

Marinho disse que a demora até que os efeitos do início do ciclo de corte sejam vistos na economia pode prejudicar indicadores neste ano, argumentando que a autarquia precisa de um mecanismo "mais inteligente" para monitorar o processo inflacionário e da política monetária.

"Vai ser uma redução que compense? Ou vai começar com 0,25 (ponto percentual)?", disse Marinho na coletiva de divulgação dos dados do Caged.

"Nós sabemos que redução de juros, ou mesmo aumento dos juros na hora que decide a Selic... não impacta imediatamente, leva tempo. Ou seja, podemos estar comprometendo um grande pedaço do ano por responsabilidade exclusiva do monitoramento que o Banco Central faz ‌e acho que faz de forma muito conservadora."

Questionado sobre qual será a resposta da pasta às empresas de vale-refeição e alimentação que conseguiram liminares contra a implementação das novas regras do Programa de Alimentação do Trabalhador estabelecidas pelo governo no ano passado, Marinho afirmou ter certeza de que instâncias superiores revisarão as decisões provisórias.

"Sempre é permitido espernear à vontade, mas liminares são feitas para serem derrubadas", disse.

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