BB Seguridade tem lucro acima do esperado, revê previsão de prêmios para queda de até 15%
A BB Seguridade registrou lucro líquido recorrente de R$ 2,4 bilhões no terceiro trimestre, superando as expectativas do mercado, apesar de um recuo anual de 5,1%. Pressionada pelo desempenho fraco nos segmentos rural, prestamista e de vida, além da disparada na sinistralidade agrícola por fatores climáticos, a companhia revisou sua projeção de prêmios emitidos para uma queda de até 15% no ano. Ações da empresa fecharam o pregão em baixa de 1,3%.
A unidade de seguros e previdência do Banco do Brasil, BB Seguridade, teve lucro líquido recorrente de R$2,4 bilhões no terceiro trimestre, acima do esperado pelo mercado, segundo balanço divulgado nesta terça-feira.
Mas a companhia decidiu rever sua projeção para o comportamento de prêmios de seguro emitidos neste ano para queda de até 15%, depois de uma queda de 19% no indicador no terceiro trimestre ante o mesmo período do ano passado.
Analistas esperavam lucro líquido de R$2,2 bilhões para a BB Seguridade entre julho e setembro, segundo dados da LSEG. O resultado representou uma queda de 5,1% sobre o desempenho do terceiro trimestre de 2025.
A empresa, que antes esperava que os prêmios emitidos pela Brasilseg mostrassem queda de 3% a crescimento de 2% no ano, agora estima que o indicador deve mostrar recuo de 11% a 15% em 2026. No acumulado do ano até setembro, os prêmios mostram queda de 9,2%.
A BB Seguridade afirmou no balanço que o prêmio emitido foi "impactado pelos segmentos de seguro rural, prestamista e vida", ao passo que os outros elementos da previsão da companhia -- Reservas de Previdência e Resultado Operacional Não Decorrente de Juros -- estão mostrando comportamento acima da projeção da empresa até o final de setembro.
O prêmio de seguro rural caiu 24,3% ante o terceiro trimestre do ano passado, enquanto na categoria vida a queda foi de 8,9% e prestamista de 26,9%.
Residencial foi o único entre os principais segmentos da Brasilseg que mostrou crescimento no período, de 28,6%.
A sinistralidade no terceiro trimestre foi de 22,5%, incremento de 0,4 ponto percentual sobre um ano antes. No agrícola, a sinistralidade saltou de 6,4% para 40,2% no intervalo.
A BB Seguridade disse que no terceiro trimestre do ano passado a sinistralidade do agrícola tinha sido beneficiada por maior volume de reversões de provisão, diante da melhora na produtividade das lavouras. Mas no terceiro trimestre de 2026, a companhia citou "maior frequência de avisos decorrente de seca nos Estados de Goiás, Sergipe e Bahia, com impacto na cultura de milho, e eventos de geada e excesso de chuvas no Rio Grande do Sul, com impacto em culturas de canola, cevada e trigo".
A ação da companhia encerrou o dia em queda de 1,3%, cotada a R$40,79, em dia em que o índice Ibovespa mostrou recuo de 1,42%.
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