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'Viva o equilíbrio fiscal', diz governador cotado para a Fazenda ao anunciar secretário no Piauí

Rafael Fonteles destacou resultados fiscais de seu Estado em publicação

2 nov 2026 - 17h02
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Resumo
Reeleito governador do Piauí com 70,9% dos votos, Rafael Fonteles (PT) manteve Emílio Joaquim de Oliveira Júnior na Fazenda estadual e exaltou o equilíbrio fiscal e a solidez financeira do Estado. Cotado para assumir o Ministério da Fazenda no governo Lula e bem-visto pelo mercado, o petista nega ter conversado sobre o cargo federal. Sua eventual ida à Esplanada representaria um fato inédito em mais de um século, ao deixar de tomar posse no Executivo piauiense após a expressiva vitória eleitoral.

BRASÍLIA - O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), informou nesta segunda-feira, 2, pelas redes sociais, que o atual secretário de Fazenda do Estado, Emílio Joaquim de Oliveira Júnior, irá permanecer no cargo no próximo mandato. No fim da mensagem, Fonteles, que é cotado para assumir o Ministério da Fazenda no governo Lula, escreveu: "Viva o Equilíbrio Fiscal!!!".

"Nossos agradecimentos por aceitar a renovação dessa missão tão importante para garantir o equilíbrio fiscal do Estado do Piauí e, consequentemente, as diversas políticas públicas que melhoram a vida do nosso povo", acrescentou.

O petista afirmou que o Piauí é o primeiro lugar do Brasil em taxa de investimentos públicos em relação à receita, possui capacidade de pagamento B+ (segundo o Tesouro Nacional) e despesa de pessoal controlada (38%). Ainda segundo ele, o Estado é um dos dois únicos do País que não tem dívida junto ao governo federal e taxa de endividamento total inferior à metade da taxa de endividamento de Estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Matemático, apontado como um "prodígio" no PT, Fonteles negou ter discutido com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e também com outras pessoas a possibilidade de assumir um cargo no quarto mandato do petista. Uma semana após a reeleição do presidente, o principal cotado à Fazenda conta com a sinalização positiva de setores da economia e do mercado financeiro. Em entrevista ao Estadão, ele afirmou que o governo Lula fará equilíbrio fiscal com o corte de privilégios e não em benefícios sociais.

O principal obstáculo é o fato de ele ter sido reeleito, no último dia 4, governador do Piauí com 70,90% dos votos válidos, a maior vitória porcentual do País. Como mostrou o Broadcast Político, se Fonteles assumir um cargo no governo Lula sem tomar posse do governo do Piauí, será a primeira vez em 108 anos que um político eleito por voto popular decide não assumir o governo estadual.

Estadão
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