Banco do Brasil trocará 6 de 9 vice-presidências, diz fonte
O novo presidente do Banco do Brasil (BB) deve anunciar mudanças em seis das nove vice-presidências da instituição, ao assumir o comando na quinta-feira, informou uma fonte próxima ao assunto.
No último dia 8, o governo anunciou a mudança na presidência do BB, com a substituição de Antonio Francisco de Lima Neto por Aldemir Bendine, que vinha atuando como vice-presidente de Cartões e Novos Negócios de Varejo.
"Alguns dos vice-presidentes devem se aposentar", disse a fonte nesta quarta-feira, pedindo para não ser identificada.
Um executivo que já estaria em idade de aposentadoria é Luiz Oswaldo Moreira de Souza, que ocupa a vice-presidência de Gestão de Pessoas e Responsabilidade Socioambiental. Outros três candidatos à aposentadoria seriam Adézio de Almeida Lima (Crédito, Controladoria e Risco Global), Milton Luciano dos Santos (Varejo e Distribuição) e José Maria Rabelo (Negócios Internacionais e Atacado), segundo a fonte.
Um vice-presidente deve trocar de cadeira. É Ricardo José da Costa Flores, que deve migrar da vice-presidência de Governo para a de Crédito, Controladoria e Risco Global, sendo substituído por Ricardo Oliveira, hoje assessor da presidência do banco.
De acordo com a fonte, os demais cargos vagos serão preenchidos por diretores da própria instituição. Uma dessas mudanças já teria sido confirmada internamente: a de Paulo Rogério Cafarelli, que deixaria a diretoria de Novos Negócios de Varejo para ocupar a vice-presidência de Cartões e Novos Negócios de Varejo, posição até então ocupada por Bendine.
Aldo Luiz Mendes (vice-presidente de Finanças e de Relações com Investidores), José Luis Prola Salinas (vice de Tecnologia e Logística) e Luís Carlos Guedes Pinto (vice de Agronegócios) devem ser mantidos em seus postos.
Oficialmente, o BB não se manifestou sobre o assunto. As mudanças na diretoria do BB foram relatadas inicialmente na edição desta quarta-feira do jornal Folha de S.Paulo.
As alterações no alto escalão do BB são uma extensão da troca do comando do banco estatal, em meio à declarada intenção do governo de que a instituição atue mais agressivamente na redução do spread bancário - diferença entre o que um banco paga para captar recursos e a taxa que cobra para conceder crédito.