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B3 fecha em alta com redução da distância entre Lula e Bolsonaro para 2º turno

Economistas alertam para possível 'exagero' e sinalizam a cautela com mercado externo

19 out 2022 - 18h47
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O noticiário político se impôs na sessão desta quarta-feira, 19, nos negócios do mercado acionário. O Ibovespa, principal índice da B3, fechou em alta de 0,46%, aos 116.274 pontos. O dólar encerrou o dia cotado a R$ 5,27, valorização de 0,37% frente ao real.

A leitura do mercado é de que as mais recentes pesquisas de intenção de voto, parte das quais mostrando um encurtamento da distância entre Lula e Bolsonaro, contribuem para manter sobre a mesa um cenário de eventual continuidade do governo - e mesmo de retomada de pautas como a das privatizações.

Petrobrás
Petrobrás
Foto: Fabio Motta/Estadão / Estadão

A animação de pautar a privatização da Petrobras no próximo governo, em caso de continuidade, começou nesta terça e perdurou nesta quarta. Isso ainda ajudou o Ibovespa a se descolar da cautela externa.

André Luzbel, head de renda variável da SVN Investimentos, considera exagerado o movimento das ações de estatais e que traz distorção no curto prazo. "A cautela lá fora ainda dá o tom, com muitos fatores de incerteza, e o Ibovespa, depois de um impulso inicial do resultado do segundo turno, vinha acompanhando ultimamente o sinal externo. Acho que essa mudança vista nas pesquisas pode estar sendo exagerada", reflete.

Ele observa também que, embora o mercado se anime com a possibilidade de um segundo mandato para Bolsonaro, as consequências de tal cenário tendem a ser não lineares para os ativos. "O mercado olha com muito bons olhos a simpatia do Guedes (ministro da Economia, Paulo Guedes) em mexer na 'casca' da Petrobras. Uma privatização silenciosa de certa forma já vem ocorrendo há algum tempo.

Pesquisa Datafolha divulgada no início da noite mostrou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 49% dos votos totais, contra 45% de Bolsonaro. Como a margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos, os candidatos aparecem em empate técnico.

A economista Bruna Centeno, especialista em renda fixa da Blue 3, diz que é preciso atenção às bolsas externas. "A inflação é um problema global e os números na Europa estão fazendo preço no mercado de moedas. Não dá para dizer que a inflação nos EUA já chegou ao pico", afirma, ressaltando que os dirigentes do Fed mantém o tom duro contra a inflação.

Destaque na agenda externa desta tarde, Rafael Perez, da Suno Research salienta: "O livro Bege dos EUA - relatório divulgado pelo Fed, BC dos EUA, sobre as condições econômicas do país - indicou que as perspectivas para a atividade econômica ficaram mais pessimistas por conta das crescentes preocupações com o enfraquecimento da demanda."

O nível de atividade teve expansão modesta em relação ao último relatório. O mercado imobiliário tem sido bastante afetado e os empréstimos bancários também vêm caindo com a alta dos juros (nos EUA)", acrescenta o economista.

Estadão
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