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Ações da Azul derretem 90,20% nesta quinta-feira; entenda o que está acontecendo

Empresa colocou no mercado R$ 7,4 bilhões em ações dentro do seu plano de reestruturação financeira; procurada, a empresa não comentou o assunto

8 jan 2026 - 12h58
(atualizado às 22h29)
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Em meio à reestruturação financeira da Azul, as ações da companhia aérea derreteram 90,20% nesta quinta-feira, 8, cotadas a R$ 25,00 (considerando a nova configuração, com lotes), na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo. O recuo, desde 23 de dezembro, chega a 99,26%.

Procurada, a empresa não comentou o assunto.

A queda no preço da ação era esperada no mercado financeiro. Como parte de sua reestruturação, a empresa ofertou R$ 7,44 bilhões em ações, transformando dívida em participação acionária. Ao todo, são 723,9 bilhões de ações preferenciais (sem direito a voto, mas com prioridade no recebimento de dividendos) e 723,9 bilhões de ações ordinárias (com direito a voto).

Com isso, as ações da empresa são agora negociadas em megalotes. As preferenciais, em lotes de 10 mil, e as ordinárias, em lotes de 1 milhão.

Azul pretende sair da recuperação judicial no início deste ano
Azul pretende sair da recuperação judicial no início deste ano
Foto: Fabio Motta/Estadão / Estadão

Na prática, com a queda acumulada desde o início do ano, o valor unitário da ação antiga caiu para R$ 0,01, considerando a negociação em lotes de 10 mil. Trata-se do menor valor de negociação também permitido pela B3.

"Esse preço perde completamente o significado econômico", diz Felipe Sant'Anna, especialista em ações da Axia Investing. Segundo ele, o motivo principal dessa forte depreciação é a diluição da ação.

Para ele, esse preço reflete "abandono do papel, especulação extrema e antecipação dos piores cenários". "A Azul terá de fazer, e não vai demorar, um grupamento de ações, porque o papel vai ficando cada dia mais inviável. Qualquer oscilação em porcentual é muito grande", acrescenta.

Segundo Fabio Lemos, sócio da Fatorial Investimentos, a operação da Azul envolveu uma forte diluição, com emissão massiva de ações a preços simbólicos. "A troca de dívida por equity sinaliza estresse financeiro, não crescimento", disse na quarta-feira, 7. "O aumento de capital melhora a estrutura de capital, mas beneficia credores, não acionistas."

A Azul está em recuperação judicial nos Estados Unidos (chapter 11) desde maio passado. O plano de reestruturação, aprovado pela Justiça americana em dezembro após o aval de mais de 90% de todas as classes de credores elegíveis, prevê essa diluição dos acionistas minoritários.

Com a reorganização acionária da companhia, aqueles que detinham ação da Azul viram seus papéis perder valor. Os credores, por sua vez, receberam ações da empresa.

A Azul pretende encerrar o processo de recuperação judicial ainda no começo deste ano.

Estadão
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