Galípolo e diretores do BC se reúnem com presidente do TCU nesta segunda em meio à crise do Master
Nesta sexta-feira, Vital do Rêgo afirmou que não é papel da Corte eventual tentativa de reversão da liquidação do banco, mas defendeu que há competência do Tribunal para fiscalizar atuação do BC
BRASÍLIA - O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, reúne-se na próxima segunda-feira, 12, às 14h, com o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Vital do Rêgo Filho, em meio aos impasses envolvendo a liquidação do Banco Master.
Pelo TCU, participam ainda do encontro a secretária geral de Controle Externo, Juliana Pontes; o secretário geral de Comunicação, Flávio Takashi Sato; e a auditora chefe adjunta da Secretaria Geral de Controle Externo, Maria Bethânia Lahoz. O encontro será na sede do BC, em Brasília.
A pauta do encontro será a liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada em novembro do ano passado pelo BC. Em dezembro, o ministro Jhonatan de Jesus, do TCU, pediu que a autarquia justificasse a medida, que chamou de "extrema" e "precipitada".
Já neste mês, em decisão monocrática, Jhonatan de Jesus determinou uma inspeção in loco no BC "com a máxima urgência". Após repercussão negativa, ele voltou atrás e encaminhou a discussão para o plenária da Corte de Contas, que terá a primeira sessão colegiada geral em 21 de fevereiro.
A atuação do ministro no caso tem provocado questionamentos sobre os limites da Corte de Contas no processo. Especialistas e técnicos do TCU ouvidos pelo Estadão dizem que o tribunal não poderia interferir na liquidação determinada pelo Banco Central e muito menos agir para tentar reverter a decisão da autoridade monetária.
Nesta sexta-feira, em entrevista ao SBTNews, Vital do Rêgo afirmou que não é papel da Corte de Contas eventual tentativa de reversão da liquidação do Master. Ele disse, contudo, que há competência do Tribunal para a fiscalização do processo e da atuação do Banco Central na questão. Vital do Rêgo também adiantou que o processo deve ser concluído em breve.
"Eu vejo esse processo terminar rapidamente no Tribunal, até porque os elementos que nós vamos buscar no Banco Central poderão ser bastante efetivos para que nós possamos concluir esse processo rapidamente", disse.