Globo não foi capaz de colocar 1 único asiático entre as 20 pessoas nas 'Casas de Vidro'
Sub-representação dos descendentes de asiáticos é um problema recorrente no audiovisual brasileiro
As ‘Casas de Vidro’ do ‘BBB26’ não têm representante das comunidades asiáticas no Brasil. Parece mimimi, mas não é.
Nenhum descendente de japonês, coreano e chinês, grupos étnicos relevantes na história do país.
Eles formam apenas 1% da população, mas exercem forte influência na economia, na cultura e na gastronomia.
Da barca de sushi ao K-pop, das lojas do Bom Retiro aos templos religiosos, dos doramas ao judô: todo mundo tem ou já teve contato com elementos asiáticos.
Mas é gritante a ausência ou sub-representação dos imigrantes e seus descendentes no audiovisual brasileiro.
Muito se fala da invisibilidade nas novelas, onde já vimos o absurdo de um ator de origem europeia, Luis Mello, ser caracterizado como japonês em ‘Sol Nascente’.
Mas a desconsideração se vê também na maioria dos reality shows. Ironicamente, os poucos orientais a participar do ‘Big Brother Brasil’ se destacaram.
Quem não lembra da hilária Sabrina Sato (saiu do ‘BBB3’ para o estrelato), do estrategista Pyong Lee (‘BBB20’), do perspicaz Jean Massumi (‘BBB3’) e do carismático Sammy Ueda (3º lugar no ‘BBB5’)?
“Ah, mas o ‘BBB25’ teve o Gabriel Hashimoto e ele não rendeu”, dirão os contrariados. Desempenhos pessoais e análises isoladas não devem servir de parâmetro.
O questionamento levantado é a emissora montar um grupo das cinco regiões do país sem nenhum asiático-brasileiro. Nada tem a ver com o politicamente correto, e sim com a merecida visibilidade desse grupo.