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Globo acerta ao tirar Tralli do estúdio e enviá-lo ao epicentro de tragédia em Minas

Âncoras precisam sair da zona de conforto para mostrar a notícia onde ela acontece

25 fev 2026 - 20h53
(atualizado às 20h53)
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Na terça-feira (24), César Tralli fez o ‘Jornal Nacional’ normalmente na sede do jornalismo da Globo no Jardim Botânico, zona sul do Rio.

Vinte e quatro horas depois, ele surgiu ao vivo em área destruída por temporais e deslizamentos no Parque Jardim Burnier, em Juiz de Fora.

De camiseta e jaqueta jeans, o apresentador estava no terraço de uma casa não atingida diretamente pela tragédia climática.

Falando de improviso, sem o uso do teleprompter, ele transmitiu as informações mais relevantes de momento e apareceu em uma matéria gravada.

Seguro e objetivo, fez o que se espera de um âncora: ir onde está o fato e mostrá-lo de perto com sua narração de observador.

Mesmo trabalhando em estúdio há 15 anos, Tralli jamais perdeu a alma de repórter, uma qualidade cada vez mais rara na TV.

César Tralli no começo do 'JN', mostrando a tragédia causadas pelas chuvas em MG
César Tralli no começo do 'JN', mostrando a tragédia causadas pelas chuvas em MG
Foto: Reprodução/TV

A presença do apresentador no cenário real dos acontecimentos reforça a credibilidade da informação diante do público.

Ao circular pelo ambiente para destacar as marcas da destruição e a rotina das pessoas afetadas, ele transforma dados abstratos em realidade concreta.

Essa proximidade cria uma conexão mais forte com o telespectador e os próprios personagens da notícia.

Não é barato e simples deslocar um apresentador de telejornal a um local em condições precárias. Exige-se logística e planejamento de segurança, entre outras providências.

O esforço vale a pena: o telejornal ganha humanização e dinamismo. Foi o que vimos, por exemplo, nos dias em que William Bonner cobriu as enchentes no Rio Grande do Sul em maio de 2024.

Esta semana, quem está na bancada do ‘JN’ é Ana Luiza Guimarães. A outra titular, Renata Vasconcellos, se ausenta por folga.

A interação entre Ana Luiza Guimarães, no estúdio do Rio, e Tralli, no bairro mais destruído pelos temporais em Juiz de Fora
A interação entre Ana Luiza Guimarães, no estúdio do Rio, e Tralli, no bairro mais destruído pelos temporais em Juiz de Fora
Foto: Reprodução/TV
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