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Romagaga deixa prisão 24 horas após detenção por desacato e ato obsceno

Influenciadora havia alegado roubo de celular, mas investigação apontou que aparelho estava com ela

28 dez 2025 - 12h36
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A influenciadora Romagaga foi liberada na manhã deste domingo (28/12) após audiência de custódia realizada pela Justiça de São Paulo.

Romagaga (Divulgação)
Romagaga (Divulgação)
Foto: Contigo

Em comunicado ao Metrópoles, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) informou que Romagaga terá de cumprir medidas cautelares enquanto estiver em liberdade provisória. Entre elas, estão a proibição de frequentar o local onde ocorreu o suposto crime, não se ausentar por mais de oito dias da comarca sem aviso prévio, além de comparecer mensalmente ao fórum e sempre que intimada.

O descumprimento de qualquer dessas determinações poderá levar à revogação da liberdade provisória e à prisão imediata.

A influenciadora estava detida desde sábado (26/12), após ser indiciada por desobediência, desacato, ato obsceno, ameaça, embriaguez e invasão, ocorridos na Rua Augusta, região central de São Paulo.

Policiais militares foram acionados após Romagaga alegar que o gerente de um hotel havia roubado seu celular. No entanto, o gerente afirmou que havia sido ameaçado pela influenciadora, que teria invadido o estabelecimento e tentado danificar uma porta e um computador.

Contrariando a versão de Romagaga, o celular estava em sua posse, pois ela o utilizou para realizar uma transmissão ao vivo, durante a qual ficou nua. Ela foi presa em flagrante e encaminhada ao 78º DP (Jardins), onde o caso foi registrado.

A posição da defesa de Romagaga

Antes da liberação, o advogado Mateus Navarro Barbosa declarou que buscaria demonstrar a falta de fundamentos legais para manter a prisão da cliente.

"Na oportunidade, a defesa esclarecerá ao magistrado a realidade fática e demonstrará que a manutenção da prisão é absolutamente desnecessária, tendo em vista a ausência dos requisitos previstos no Código de Processo Penal, dentre eles, risco à ordem pública".

O advogado acrescentou que também pretende responsabilizar quem agiu de forma abusiva durante a ação: "Paralelamente a isso, a defesa buscará a responsabilização civil, criminal e administrativa de todos aqueles, agentes públicos ou não, que incorreram na prática dos crimes de abuso de autoridade e homofobia".

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