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O que Rafa Brites tem? Médica explica diagnóstico incurável: 'Presença de dor'

Rafa Brites recebeu diagnóstico após sentir dores e perceber hematomas no corpo; veja

14 fev 2026 - 14h08
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O relato da apresentadora Rafa Brites sobre o diagnóstico de lipedema trouxe mais visibilidade para uma doença ainda pouco conhecida, mas que afeta milhares de mulheres. A condição, muitas vezes confundida com obesidade ou retenção de líquido, é crônica e pode impactar diretamente a qualidade de vida.

Foto: Mais Novela

A cirurgiã vascular Nayara C. Batagini explica que "o lipedema é uma doença inflamatória crônica caracterizada pelo acúmulo anormal e simétrico de gordura, principalmente nas pernas e, em alguns casos, nos braços". Segundo ela, uma das principais diferenças em relação à obesidade está na distribuição corporal. "Ele não costuma afetar mãos e pés e não responde de forma significativa a dietas ou exercícios convencionais", afirma.

Entre os sintomas mais comuns, a médica destaca que "é frequente a presença de dor ao toque, sensação constante de peso nas pernas, inchaço que piora ao longo do dia, facilidade para formar hematomas e pequenos nódulos sob a pele". Muitas pacientes, segundo ela, relatam que, mesmo após emagrecimento, o volume das pernas permanece desproporcional ao restante do corpo.

O tratamento, de acordo com a especialista, é individualizado e envolve diferentes abordagens. "O manejo é multidisciplinar e tem como foco o controle dos sintomas e a melhora da qualidade de vida", explica. Entre as principais estratégias estão atividades físicas de baixo impacto, como caminhada, natação e pilates, além do uso de meias de compressão, drenagem linfática, fisioterapia especializada e alimentação com perfil anti-inflamatório.

Em situações específicas, pode haver indicação cirúrgica. Nayara Batagini explica que "em casos selecionados e após avaliação criteriosa, pode ser indicada uma lipoaspiração específica para lipedema, voltada para remover o tecido doente e aliviar a dor e a progressão da condição".

Apesar dos avanços no diagnóstico e no tratamento, ainda não existe cura para a doença. "O diagnóstico precoce e o acompanhamento adequado fazem toda a diferença na evolução do quadro", afirma a cirurgiã.

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