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"A Mangueira vai se modernizar", diz novo presidente da escola

29 abr 2013 - 10h21
(atualizado às 10h29)
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Chiquinho da Mangueira agora comanda a escola carioca
Chiquinho da Mangueira agora comanda a escola carioca
Foto: Twitter / Reprodução

Francisco de Carvalho, conhecido como Chiquinho da Mangueira, assume a tradicional escola de samba verde e rosa com uma lista de desafios pela frente. Terá pela frente uma escola dividida, cheia de dívidas e em busca do resgate de sua identidade. O presidente eleito no último domingo tem consciência disto, mas demonstra confiança de que colocará a agremiação novamente no caminho de glórias e vitórias.

Chiquinho, que é deputado estadual pelo PMDB, foi eleito com 482 votos, à frente de Percival Pires, que teve 305 votos, e Raymundo de Castro, que recebeu 186 votos. Ele já anunciou que a carnavalesca Rosa Magalhães, que ganhou o Carnaval deste ano pela Vila Isabel, ficará à frente da verde e rosa. Além disso, Carlinhos de Jesus voltará a ser o responsável pela comissão de frente da escola. Quem também chegará é o intérprete Bruno Ribas, que defendeu a Unidos da Tijuca este ano.

"Queremos trazer a família mangueirense de volta. Ela está afastada, tem andado triste, para baixo. Precisamos resgatar a alegria, o sentimento pela Mangueira", afirmou ao Terra. O presidente eleito promete dar uma nova cara à escola. Ela passa por uma gestão profissional, especialmente do Carnaval. Chiquinho garante que vai contratar profissionais de alto nível que colocarão a verde e rosa novamente no caminho dos títulos.

"A Mangueira vai se modernizar, mas sem perder suas tradições. Precisamos de gerenciamento para voltar a brigar por títulos", destaca, citando que a escola terá um grupo de gestores contratados para gerenciar a administração. "Vamos estabelecer metas. A Mangueira precisa de uma gestão mais profissional, onde se coloque a razão acima da paixão", acrescenta.

Uma das principais prioridades do início da gestão de Chiquinho será resgatar a quadra da escola, no pé do morro da Mangueira. Em péssimo estado de conservação, a quadra está abandonada, tem banheiros e camarotes em péssimo estado de conservação, e tem a água e a luz cortadas por falta de pagamento.

"Precisamos desinterditar a quadra. Estimamos uma reforma que vá custar de R$ 300 mil a R$ 400 mil, para que esteja pronta para o próximo Carnaval. Futuramente, temos a ideia de construir uma outra quadra", comenta. Diante de um quadro de muitas dívidas e necessidade de mudanças, Chiquinho garante que vai fechar parcerias com empresários mangueirenses que já se mostraram dispostos a investir na escola.

O novo presidente evita críticas à gestão de Ivo Meirelles, que deixa o comando da Mangueira, assumido em 2009. Dizendo-se amigo de Meirelles, Chiquinho se limita a comentar que não concorda com a maneira como a escola foi administrada nos últimos anos. Cita, por exemplo, a opção de se colocar duas baterias na Sapucaí, no desfile deste ano, que fez com que a Mangueira atrasasse bastante o desfile, perdendo pontos. "A ideia foi boa, mas eu não faria. Era um risco muito grande".

Outra polêmica que cercou a Mangueira nos últimos anos foi a colocação de celebridades sem ligação com a escola à frente da bateria. Tradicionalmente, a agremiação sempre optou em colocar uma cria da comunidade com o rainha de bateria. Chiquinho garante que isso vai voltar. Com isso, a modelo Gracyanne Barbosa, mulher do pagodeiro Belo, perderá o posto. "A rainha de bateria vai ser da comunidade. Disso, não abro mão", salienta.

Fonte: Terra
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