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Pro Clubs FIFA 19: a profissionalização do e-sport no Brasil

Não dá mais para as marcas ignorarem a importância e o engajamento que o videogame proporciona aos anunciantes. Entenda.

24 dez 2018
11h11
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Foi-se o tempo em que videogame era assunto apenas para criança. A evolução tecnológica e o crescimento de uma geração que se acostumou com os jogos eletrônicos fizeram com que esta "simples" brincadeira infantil se transformasse em e-sports, um segmento milionário que movimenta cifras astronômicas e organiza diversos campeonatos ao redor do mundo.

O desempenho, claro, chamou a atenção de players interessados neste nicho, mas são tantos eventos e jogos que os empresários ficam perdidos na hora de escolher o melhor investimento. Logo, a recomendação é encontrar a modalidade que oferece a melhor aderência à marca, como o Pro Clubs do FIFA.

Foto: EA Sports / Reprodução

O Brasil é um dos maiores mercados dos e-sports em todo o mundo. De acordo com pesquisa da consultoria Newzoo, o país tem 7,8 milhões de entusiastas e ocupa a terceira posição no ranking global (atrás apenas da China e dos Estados Unidos). Além disso, a audiência dos jogos eletrônicos está na casa de 17,7 milhões de brasileiros, o que equivale a 8,5% da população brasileira. Em todo mundo, este mercado deve movimentar US$ 905,6 milhões apenas neste ano.

Apesar de a grande maioria dos jogos serem individuais, os que fazem mais sucesso são justamente aqueles que demandam uma equipe para jogar. Essas modalidades oferecem uma interatividade e uma narrativa diferente ao usuário: é possível se comunicar com outros jogadores e traçar estratégias e metas para cada partida específica.

O problema é que a maioria exige um conhecimento prévio do jogador e, principalmente, do público que acompanha. Títulos como League of Legends ou Counter-Strike: Global Offensive, apenas para citar dois exemplos famosos, são complexos e intimidam jogadores e marcas que não conhecem a fundo suas particularidades e nuanças.

É este ponto a grande vantagem da modalidade Pro Clubs do FIFA no universo dos e-sports. Essa modalidade lida com um universo conhecido em todo o mundo, principalmente no Brasil: o futebol. Ele é o jogo que melhor simula uma partida de futebol por permitir que cada usuário exerça uma função específica dentro de um time (atacante, zagueiro, lateral, etc).

O esporte está presente no dia a dia das pessoas. Mesmo quem não é fã consegue identificar uma partida de futebol quando vê uma. O risco para as marcas é mínimo, uma vez que se trata de uma atividade tangível e visível à grande parte da população.

Hall dos Campeões de Fast Cups da VPSL
Hall dos Campeões de Fast Cups da VPSL
Foto: VPSL / Reprodução

Entretanto, assim como no futebol de verdade, a comunidade dos gamers é exigente e espera compromisso das empresas que desejam investir neste segmento. Não se trata apenas de diversão e tecnologia, mas de interação e oportunidade. A marca precisa ser atuante na plataforma e mostrar comprometimento com os jogadores.

Os ­e-sports já são uma realidade em todo o mundo e, inclusive, se mobilizam até mesmo para integrar os Jogos Olímpicos. Não dá mais para as marcas ignorarem a importância e o engajamento que o videogame proporciona aos anunciantes. Mas é preciso compreender que cada jogo tem seu perfil de público-consumidor e suas particularidades.

Por conta disso, a melhor opção é começar justamente com um universo já conhecido do Pro Clubs FIFA. É a chance de ter um custo menor, com engajamento alto e sem o risco de entrar em uma moda passageira.

(*) Luiz Eduardo Cavalcanti é sócio-fundador da VPSL, liga virtual de futebol profissional do Brasil.

Geek

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