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5 seriados brasileiros que merecem reprise

24 fev 2019 14h13
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Foto: Bandeirantes / Reprodução

A produção nacional de seriados está a pleno vapor. Só em 2018, foram produzidas 20 séries, entre serviços de streaming, tv a cabo e tv aberta. A Globo, uma das maiores produtoras de conteúdo do mundo, consegue espalhar seu conteúdo no GloboPlay e utiliza a tv aberta como chamariz para quem quiser assinar o serviço. Mas houve um tempo em que tudo era diferente.

Para rever uma série, dependíamos de reprises das emissoras ou com episódios gravados em VHS pelos fãs. Mesmo com o advento do Youtube, com muitos fãs colocando séries até mesmo completas online, várias delas ficaram perdidas.

Algumas, para sempre, como é o caso das séries da Rede Manchete, por exemplo. Pensando nisso, elencamos aqui cinco seriados que não são reprisados há um bom tempo e seriam uma boa pedida nesta era em que a tecnologia é nossa aliada na preservação dos produtos audiovisuais.
 

PLANTÃO DE POLÍCIA

Rede Globo (1979)


O seriado trazia como protagonista Hugo Carvana, na pele do jornalista Waldomiro Pena, inspirado no lendário jornalista Octávio Ribeiro, o “Pena Branca”. Toda semana, o encarregado do jornal Folha Popular, em busca das notícias mais cavernosas, adentrava no submundo do crime do Rio de Janeiro do final dos anos 1970. Sempre confrontado por seu “rival” Serra (Marcos Paulo), Pena tem a difícil missão de dar seu toque especial ao jornal e fazer a notícia sair da maneira correta. Junto dessa dupla está Bebel (Denise Bandeira), uma jovem repórter criada na Zona Sul que é fascinada por Pena e seu jeitão. Ela se torna o braço direito do veterano, e os dois se metem em situações perigosas devido às pautas bomba de Pena. Plantão de Polícia era exibido todas as sextas-feiras, às 22h. Posteriormente, mudou para as quintas-feiras. A última vez em que foi exibido na TV Globo foi em 1990, em comemoração aos 25 anos da emissora. Merecia uma oportunidade no Canal Viva.


AMIZADE COLORIDA

Rede Globo (1981)

O fotógrafo de moda Edu, interpretado por Antônio Fagundes, era o típico conquistador barato. Sempre dando um jeito de se dar bem com a mulherada e manter a sua fama de garanhão, com uma boa dose de humor e ironia. Mas não era bem isso que acontecia. A proposta da série era mostrar os problemas do homem de 30, solteiro e freelancer, que se surpreendia com um “mundo novo para a época”: o das mulheres independentes. As histórias ocorriam no estúdio fotográfico do protagonista, que mais parecia um motel, devido ao entra e sai das beldades com que se envolvia. Sempre de cueca vermelha, o rapaz chegou a pegar mãe e filha no mesmo episódio – o que causou uma revolta conservadora. Na época, a série sofreu uma porção de cortes da censura. Isso impediu que o produto tivesse a cara que os produtores gostariam: um contraponto bem-humorado ao seriado Malu Mulher, ao mostrar um homem inseguro, dominado pelas mulheres e sem voz ativa. Amizade Colorida teve apenas 11 episódios exibidos. A última exibição ocorreu em 1995, no Festival 30 Anos da TV Globo. Será que o seriado sofreria as mesmas patrulhas nos dias de hoje? Quem sabe uma reprise no Viva possa responder essa questão.
 

BRONCO

Rede Bandeirantes (1987)



Spin-off direto da lendária Família Trapo (Record, 1967-1971), a história de Carlo Bronco Dinossauro ganhou nova roupagem na Bandeirantes. Ronald Golias dava vida a um tipo malandro que vivia às custas das irmãs solteironas, Vezúvia (Nair Bello) e Helena (Renata Fronzi). Gravado em teatro com plateia, Bronco foi a segunda tentativa de Golias de reviver o personagem na TV. Na primeira delas, em 1979, levou o personagem para a Rede Globo, com o humorístico Super Bronco, que ficou apenas cinco meses no ar. Na Bandeirantes, a coisa foi diferente, e Bronco foi um grande sucesso. A série foi reprisada em duas oportunidades: nas tardes de 1996, e em 2007, aproveitando que o SBT colocou no ar A Escolinha do Golias. Ser exibida novamente seria uma ótima pedida para fazer frente às reprises de Sai de Baixo, seriado que bebeu da fórmula de teleteatro da Família Trapo e Bronco.
 


CONFISSÕES DE ADOLESCENTE

TV Cultura (1994)/Bandeirantes (1996)



Baseada na peça de teatro homônima, o seriado exibido pela TV Cultura em 1994 foi um marco na dramaturgia jovem. Precursora de Malhação, a série exibia os dilemas enfrentados por quatro irmãs adolescentes criadas pelo pai viúvo. No elenco, Luiz Gustavo se destacava como o paizão Paulo. Diana, interpretada por Maria Mariana (a criadora da peça), era a mais velha das irmãs. Georgiana Góes (Bárbara), Daniele Valente (Natália), Deborah Secco (Carol) completavam o elenco. Após a saída de Deborah Secco para a Rede Globo, Camila Capucci interpretou a irmã mais jovem, Carol. A segunda temporada, exibida pela Bandeirantes, foi rodada em Cannes, na França, aproveitando as férias das meninas na Europa. O sucesso foi tanto que a série foi vendida para vários países e virou filme em 2013. Confissões de Adolescente foi reprisada em 2001, pelo Multishow e em 2005 pela TV Cultura. Em 2019, a série completa 25 anos. Uma reprise é uma ótima oportunidade para comemorar as bodas de prata.
 

AS AVENTURAS DE TIAZINHA

Rede Bandeirantes (1999)



Tiazinha foi o ícone sadomasô das tardes da Bandeirantes, quando depilava a garotada à cera no Programa H usando apenas baby-doll. Interpretada por Suzana Alves, a heroína teve seu momento máximo de sucesso quando ganhou série própria em 1999. Vivendo a personagem Su-013, uma protetora do futuro recrutada por Bradbury (pegou a referência apocalíptica?), ela  tem como missão combater as organizações que dominam a cidade de Trônix (a junção de RJ e SP). A premissa era tão confusa que a história, antes futurista, foi descolada para o passado (nosso presente). A heroína perdeu a roupa preta de couro com estética de Bat Girl e voltou a usar baby-doll, obrigando os vilões a confessarem seus crimes sob pena de serem depilados! O seriado teve co-produção da Fábrica de Quadrinhos, que entupiru o seriado de referências a sci-fi e cultura pop. As Aventuras de Tiazinha é a típica pérola que merece ser revista pela surrealidade da coisa. Em 2019, Suzana Alves já não atua mais como Tiazinha. Seria um bom momento para celebrar os 20 anos de Su-013 (que diabo de nome era esse?).  

Tem mais alguma série que não é reprisada faz tempo e que você gostaria de rever? Deixe suas sugestões nos comentários. Compartilhe esse conteúdo com seus amigos. Com certeza eles tem algum seriado que gostariam de rever.

 

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