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Festival de Cannes 2017: Abertura morna com o elaborado (e bagunçado) Les Fantômes d'Ismael

Com Matthieu Amalric, Marion Cotillard e Charlotte Gainsbourg.

17 mai 2017
18h25
atualizado em 18/5/2017 às 19h31
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Ao longo de semanas, muito se especulou sobre qual seria o filme de abertura da 70ª edição do Festival de Cannes. Falou-se em  Dunkirk e Valerian e a Cidade dos Mil Planetas, mas ambos não ficaram prontos a tempo. Dentre os inscritos, rumores apontam que  O Estranho que Nós Amamos e  Le Redoutable teriam sido sondados para tal posto, mas seus diretores,  Sofia Coppola e Michel Hazanavicius, respectivamente, teriam recusado.

Foto: AdoroCinema / AdoroCinema



Após tantas interrogações (e recusas), o posto ficou com Les Fantômes d'Ismaël, novo trabalho do diretor francês Arnaud Desplechin, que já concorrera à Palma de Ouro em outras cinco oportunidades ( La Sentinelle, Comment Je Me Suis Disputé... (Ma Vie Sexuelle), Esther Kahn,  Um Conto de Natal e Terapia Intensiva). Exibido em primeira mão à imprensa mundial na manhã desta quinta, a repercussão foi do mais absoluto desdém. Sem aplausos nem vaias, as pessoas simplesmente se dirigiram à saída tão logo a projeção chegou ao fim.



Tamanha reação faz um certo sentido. Se por um lado o longa-metragem traz uma proposta narrativa elaborada - saiba mais na crítica do filme! -, por outro tantas trucagens estruturais o prejudicam bastante devido à falta de coesão, fazendo com o filme seja bastante bagunçado. Ainda assim, a ausência até mesmo dos aplausos protocolares chamou a atenção, especialmente por Cannes ser um festival conhecido pela reação do público, pro bem e pro mal.




O diretor Arnaud Desplechin (centro, de óculos) ao lado de Matthieu Amalric, Marion Cotillard, Charlotte Gainsbourg, Louis Garrel e elenco

Em uma coletiva que demorou a encher - mais um indício do quanto o filme foi ignorado pela imprensa em geral -, o diretor Arnaud Desplechin comentou sobre uma polêmica que cerca a produção: uma versão especial, com 20 minutos extras, será exibida apenas em um cinema de Paris, pertencente ao produtor Pascal Caucheteux. Ou seja, não foi exibida em Cannes, o que levantou rumores de brigas nos bastidores.



"Esta é uma ideia que existe há bastante tempo"

, comentou Desplechin.

"Não são dois filmes. Existe a versão original e a que vocês viram [se referindo aos jornalistas]. A original é mais intelectual, enquanto que a exibida em Cannes é mais sentimental."

Vale lembrar que a história de Les Fantômes d'Ismaël  retrata o reencontro de um homem com a esposa 21 anos após seu súbito desaparecimento, com os personagens sendo interpretados por  Matthieu Amalric e Marion Cotillard.



Ainda sem título nacional nem distribuidora no Brasil,

Les Fantômes d'Ismaël

estreia já nesta quinta, 18 de maio, nos cinemas franceses.




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