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Carnaval do Rio

Viradouro sofre com chuva e leva cultura negra à Sapucaí

Christophe Simon / AFP
15 fev 2015
23h16
atualizado às 23h36
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Atual campeã do Grupo de Acesso, a Unidos do Viradouro foi a responsável por abrir os desfiles de 2015 do Grupo Especial do Rio de Janeiro. Após um atraso de quase meia hora e problemas no sistema de som e em alegorias e fantasias por causa da forte chuva que atingiu a Marquês de Sapucaí na noite deste domingo, a escola de Niterói levou as influências da cultura negra para a avenida. Foi a primeira participação da agremiação na “elite” do carnaval carioca desde 2010, ano em que foi rebaixada. O título não é conquistado desde 1997.

A escola apresentou o enredo “Nas veias do Brasil, é a Viradouro em um dia de graça” e abusou da grandiosidade para levantar o sambódromo mesmo debaixo de muita chuva. A primeira surpresa apareceu logo na comissão de frente. Ex-rainha de bateria da Viradouro (posto hoje ocupado por Raíssa Machado), Juliana Paes foi a grande estrela da linha inaugural da agremiação, que levou o baobá (árvore representativa da vida) ao sambódromo.

<p>Juliana Paes encantou o público com grande atuação na comissão de frente</p>
Juliana Paes encantou o público com grande atuação na comissão de frente
Foto: Christophe Simon / AFP

A atriz, que não havia garantido presença do desfile por causa de compromissos profissionais, atendeu ao pedido da comunidade e abrilhantou a passagem da escola atuando como fruto da miscigenação brasileira na comissão de frente. Juliana exibiu um corpo escultural e mostrou entrosamento com os integrantes da primeira linha da Viradouro. Ela foi erguida, participou da coreografia, interagiu com o público e, claro, sambou bastante – além de cantar o samba-enredo a plenos pulmões. Ah...à frente dela, os ídolos do tênis mundial Gustavo Kuerten, Rafael Nadal e David Ferrer cruzaram a Sapucaí exalando empolgação.

<p>Guga e Rafael Nadal atravessaram o sambódromo com a Viradouro</p>
Guga e Rafael Nadal atravessaram o sambódromo com a Viradouro
Foto: Marcello Sá Barreto / AgNews

O grande diferencial do desfile da agremiação de Niterói, contudo, foram os carros alegóricos – tanto para o bem quanto para o mal. Logo de cara, o abre-alas apresentou 70 esculturas e até deu banho em alguns integrantes. Depois, surgiram alegorias que homenagearam os curandeiros, as amas de leite e até mesmo os “malandros”do Brasil. Entretanto, também houve problemas: o quarto carro, por exemplo, demorou cerca de oito minutos até adentrar a avenida – o que deixou um “buraco” na passarela. Já o quinto carro desfilou com uma escultura danificada – já que uma das estátuas perdeu o braço.

<p>Carro alegórico representando uma ama de leite fez sucesso</p>
Carro alegórico representando uma ama de leite fez sucesso
Foto: Cristophe Simon / AFP

A harmonia da Viradouro, por outro lado, impressionou. Inflamados pelo sempre passional intérprete Zé Paulo Sierra, os integrantes da escola cantaram o contagiante samba-enredo durante todo o desfile e, em alguns momentos, até “ofuscaram” os cantores. Este fato foi muito bem percebido pelos mestres de bateria, que em certo ponto da apresentação, abusaram das bossas e das paradinhas para fazer ecoar a voz e as palmas dos 3500 componentes, divididos em 30 alas. Mas nem tudo foi perfeito: a chuva prejudicou a afinação dos surdos e também o comprometeu o sistema de som do sambódromo. Além disto, desmanchou parte de algumas fantasias – o que pode custar caro na apuração da próxima quarta-feira.

<p>Passista anã conquistou a Sapucaí</p>
Passista anã conquistou a Sapucaí
Foto: Christophe Simon / AFP

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Fonte: Terra

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