Fabiana Karla compartilha ritual antes de desfile: 'Não vou...'
Atriz revela rituais e animação antes de brilhar na Marquês de Sapucaí com a Grande Rio
Fabiana Karla vai desfilar pela Grande Rio nesta terça-feira (17/2) e, na noite anterior, conversou com a coluna de Fábia Oliveira, com exclusividade, durante o segundo dia de desfiles do Grupo Especial.
No bate-papo, a atriz e humorista contou como se prepara para a avenida: "Faço tudo um dia antes porque detesto fazer as coisas em cima da hora", afirmou.
Perguntada sobre algum ritual antes de entrar na Marquês de Sapucaí, Fabiana revelou: "Primeiro, eu faço uma oração. E claro que não vou andar sem uma folhinha de pião-roxo do meu pé lá de casa", disse, mostrando a plantinha.
A atriz, que integra o elenco da próxima novela das 18h da TV Globo, declarou que não se preocupa com possíveis críticas ao seu samba no pé. "E eu acho que eu entrego isso", completou, ressaltando que Carnaval é, acima de tudo, alegria.
Fabiana também contou à coluna, no início do mês, sobre o último ensaio da Grande Rio na quadra em Duque de Caxias, onde Virginia Fonseca será a Rainha de Bateria. Ela disse estar feliz com a acolhida da escola e da comunidade:
"A escola me abraçou. Sempre tive as portas abertas em várias escolas, desfilei em várias escolas, mas esse ano tá sendo muito especial porque Caxias me abraçou, a Grande Rio me abraçou, e eu estou muito feliz. Termino a gravação e venho correndo, mesmo cansadinha…", disse.
Sem se preocupar com críticas
Fabiana reconhece que não tem tanto samba no pé quanto as musas da escola, mas não se incomoda com comentários negativos: "Eu acho que o Carnaval, independentemente de samba ou frevo, tem que ter alegria. É uma manifestação do povo, e eu acho que eu entrego isso", afirmou.
"Acho que cada um está aí para abrilhantar o Carnaval, pra sambar do seu jeito, pra curtir, o Carnaval é alegria. Claro, que tem pessoas que vivem para isso, quem é uma musa, por exemplo, tem que sambar bem. Mas acho que [o Carnaval] é um negócio muito maior do que essas picuinhas que ficam fazendo, de fazer disputa entre mulheres", completou.
Alegria e orgulho das raízes
Em 2026, a Grande Rio levará para a avenida o enredo A Nação do Mangue, que conta a história do manguebeat, movimento musical pernambucano dos anos 1990 que uniu maracatu e ciranda com rock, hip-hop e música eletrônica, liderado por Chico Science e a Nação Zumbi.
Como boa pernambucana, Fabiana se mostrou empolgada em ver essa narrativa no Carnaval: "O manguebeat tá em mim, né? É um movimento que fala muito das minhas origens, um movimento que colocou Recife e Pernambuco em todo o mundo, então, acho que tinha tudo a ver comigo, e aí a escola ganhou meu coração", declarou.
Sobre a polêmica envolvendo Cacau Protásio, recentemente desligada do Salgueiro, Fabiana reforçou que a festa é democrática: "A avenida é um local democrático, acho que a alegria não tem corpo, alegria tem alma. Então, uma mulher como Cacau, que é irreverente, que entrega um corpo preto, o talento dela fala mais alto que qualquer picuinha. Cacau, se joga onde você quiser. A gente tem que ir pra onde a gente é bem recebido", concluiu.
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