Uma jovem escocesa de 16 anos ficou desapontada ao fazer uma tatuagem inspirada em Marilyn Monroe no braço. Siobhan Fields pagou 50 libras pelo desenho e não gostou do resultado, que chama de "monstruosidade". As informações são do site Daily Mail.
"É horrível, me envergonha. Precisei comprar camisetas de manga comprida porque não quero que ninguém veja a tatuagem", disse ela
Siobhan, que trabalha como cabeleireira, encontrou o tatuador Dave Stewart - que não tem licença para trabalhar - na rede social Facebook. Ela disse ter gostado dos trabalhos que ele publicou na internet e o procurou.
Após ver o resultado, a jovem tentou receber o dinheiro de volta. A princípio, Dave teria concordado, mas então a teria bloqueado na rede social. Siobhan decidiu então procurar as autoridades.
"É horrível, me envergonha. Precisei comprar camisetas de manga comprida porque não quero que ninguém veja a tatuagem. Eu amo a Marilyn Monroe, mas a tattoo a faz parecer uma boneca inflável", desabafou.
"Quando ele terminou, depois de uns 90 minutos, eu olhei no espelho e levei um choque. (...) Eu basicamente paguei 50 libras para ele me desfigurar", continuou a jovem - que agora precisará desembolsar cerca de 300 libras para cobrir o desenho com outra imagem, cerca de seis vezes o valor original.
A mostra "Skin and Ink" (Pele e Tinta), do Craft and Folk Art Museum de Los Angeles, conta como a Califórnia teve um papel importante no renascimento da tatuagem na cultura ocidental moderna
Foto: Craft and Folk Art Museum / Divulgação
Por ser a entrada dos EUA pelo Pacífico, Los Angeles acabou recebendo influência da tatuagem vinda do Japão. Além disso, fazer gravuras no corpo foi proibido na maior parte do país por muito tempo, mas tolerada na Califórnia
Foto: Craft and Folk Art Museum / Divulgação
Além do tradicional estilo japonês, surgiram o estilo americano (cores limitadas, águias, panteras, corações, etc) e o tribal contemporâneo, com inspiração do design dos indígenas. Os mostruários, como este do tatuador Bob Shaw, de 1966, viraram uma atração por si só
Foto: Craft and Folk Art Museum / Divulgação
Os primeiros tatuadores se instalaram próximos de bases militares. Os marinheiros tornaram-se logo a principal clientela. Bert Grimm, autor dos desenhos desta foto, é considerado o avô da tatuagem. Seu estúdio, o "OuterLimitsTattoo", existe até hoje e é um dos mais antigos do país
Foto: Craft and Folk Art Museum / Divulgação
Nas prisões de Los Angeles surgiu um estilo próprio, o black and grey (preto e cinza). Os presos faziam os desenhos usando a ponta das cordas de guitarra com tinha de caneta misturada com urina ou água, conta a curadora Sasha Ali
Foto: Craft and Folk Art Museum / Divulgação
Nos anos 1970, os tatuadores Jack Rudy e Chalie Cartwright foram além do black and grey, criando um estilo mais sofisticado. Eles passaram a usar apenas uma agulha fina, ao invés de várias, fazendo os desenhos ganharem mais precisão e tons de cinza
Foto: Craft and Folk Art Museum / Divulgação
Com boa parte da clientela formada por latinos, a tatuagem californiana logo ganhou símbolos da cultura mexicana e dos astecas e maias, além de santos católicos, em um estilo bastante realista
Foto: Craft and Folk Art Museum / Divulgação
Na foto, a obra de Mr. Cartoon, um dos tatuadores mais conhecidos de Los Angeles, com vários artistas de Hollywood em sua clientela. Ele ficou famoso por uma estética mais lúdica, usando palhaços, por exemplo
Foto: Craft and Folk Art Museum / Divulgação
Na foto, a tatuagem Deusa de Fogo, feita em 2008 por Zulu. Ele é discípulo do já lendário Leo Zulueta, que viajou ao Pacífico para buscar inspiração. Ele passou a fazer desenhos exclusivos para cada cliente, buscando a marca espiritual de cada um
Foto: Craft and Folk Art Museum / Divulgação
Muitos tatuadores passaram a desenhar não apenas sobre a pele, mas também em outros suportes. Aqui, Shay Bredimus faz uma pintura sobre papel com a estética própria da tatuagem. Além de um estúdio de tatuagem, e possui uma galeria de arte
Foto: Craft and Folk Art Museum / Divulgação
O tatuador Sergio Sánchez também transita entre a tatuagem e a pintura. Aqui, ele retrata um estúdio na obra No Pain, No Gain (Sem Dor, Sem Ganho)