"O Festival OBND mostra a diversidade", diz Ana Botafogo

Em entrevista exclusiva ao Terra, a bailarina fala sobre a importância da iniciativa do Festival O Boticário na Dança

6 mai 2015
09h35
atualizado em 7/5/2015 às 10h38
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A partir desta quarta-feira (6) o Festival O Boticário na Dança coloca em cena um elenco de primeira para apresentar um recorte do que há de mais atual na produção cênica da dança no mundo.

Com 38 anos de carreira, a bailarina Ana Botafogo mostra fôlego para defender a dança dentro e fora dos palcos
Com 38 anos de carreira, a bailarina Ana Botafogo mostra fôlego para defender a dança dentro e fora dos palcos
Foto: Tatá Barreto/Globo / Divulgação

Para compreender a importância do evento, o Terra fez uma entrevista exclusiva com a bailarina Ana Botafogo, madrinha do programa de patrocínios de O Boticário, que financia projetos ligados à dança, incluindo o próprio Festival OBND.

Ana, que está em São Paulo para acompanhar a mostra, revela sua expectativa para ver a dupla Akram Khan e Israel Galván, que fazem a abertura com seu espetáculo misto de flamenco e dança indiana. E destaca a participação da companhia de Antonio Nóbrega que mostrará as “nossas raízes culturais”.

Terra – Como foi receber do programa O Boticário na Dança (OBND) o convite para ser madrinha?
Ana – Como empresa genuinamente brasileira, O Boticário queria falar de dança no nosso País e identificou que a figura da bailarina nacional seria a minha. Fiquei muito feliz. É uma alegria saber que tem uma empresa que vê a dança em todos os seus segmentos: espetáculos, sites, livros, pesquisa.

Terra – O que faz uma madrinha?
Ana - A madrinha dá visibilidade a vários projetos. No meu caso, falo sobre o Festival OBND e sobre o programa à imprensa e a diferentes segmentos. Já conversei com empresários e pessoas que se tornaram multiplicadores da informação de que O Boticário precisa encontrar parceiros que também ajudem a desenvolver esta ideia de apoiar a dança.

Terra – Então, se fosse uma dança, que função e O Boticário teria?
Ana - Diria que é um coreógrafo-diretor. Diretor para poder coordenar tudo. E coreógrafo porque junto dos bailarinos traz emoção ao público.

Terra – Com ingressos já esgotados em São Paulo, quais outros fatos evidenciam o sucesso do Festival OBND?
Ana
- São Paulo tem um movimento muito grande de dança contemporânea. O festival foi muito bem aceito de imediato. E provoca a curiosidade de um público que é ávido por dança contemporânea. Vamos precisar de mais dias ou de outras salas. O sucesso é resultado da grande divulgação boca a boca e da qualidade das companhias que estimula as pessoas a irem aos teatros.

Terra – Você quer dizer que O Boticário deu uma “bola dentro”?
Ana - É uma super bola dentro! Na dança, diríamos que foi um grand jeté maravilhoso, muito bem acertado.

Terra – E qual é a verdadeira importância do Festival OBND? 
Ana - É mostrar a diversidade. Este ano teremos, por exemplo, desde o trabalho de Akram Khan e Israel Galván, mistura de flamenco e kathak, até a companhia do Antonio Nóbrega, que mostrará nossas raízes culturais brasileiras na sua dança. Acho que neste ano tem mais diversidade do que nunca. Não foi uma tarefa fácil para os curadores escolher os espetáculos com tanta coisa boa no mundo para ver.

Terra – O trabalho continua?
Ana - Quero estar sempre trabalhando perto da dança mesmo quando não estiver mais nos palcos. Para mim, O Boticário está criando uma chancela para que outras empresas percebam que há projetos e companhias interessantes e que valem a pena ser olhados. Precisamos trazer mais profissionais ligados à dança, não só bailarinos e coreógrafos, mas quem escreve, divulga, produz, edita. Dar a eles visibilidade.

Terra – Sobre o futuro do programa OBND, o que sua madrinha espera dele?
Ana - O programa de O Boticário dá um start nos projetos, patrocinando uma vez. Estamos em busca de parceiros e empresas para que possamos dar mais atenção aos jovens talentos. O OBND engloba um país de dimensões continentais. Neste ano, dezesseis Estados foram contemplados. Precisamos trazer à tona ainda mais projetos de Estados mais longínquos do Rio de Janeiro e São Paulo. E fazer com que cresça o segmento da dança, seja balé clássico, contemporâneo ou a linguagem que for.

Fonte: Cross Content

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