Novo app de relacionamentos é sucesso estrondoso em universidade dos EUA; o segredo? É ele que determina os matches, não você
O que começou como um simples projeto de classe escalou até se tornar um fenômeno sociológico massivo que sequestrou a vida social do campus
É terça-feira, 21h, em Palo Alto (Califórnia), e o silêncio dos dormitórios de Stanford é quebrado por uma notificação simultânea: é o Date Drop. Em segundos, os corredores se enchem de estudantes que, segundo o The Wall Street Journal, se "aglomeram" sobre suas telas com uma mistura de ansiedade e esperança. Ben Rosenfeld, assistente residencial, descreve o fenômeno como uma "força que consome tudo": os alunos não falam de outra coisa enquanto descobrem se seu destino naquela noite é um encontro com bebida grátis no On Call Café ou uma reclamação anônima no fórum Fizz.
O que começou como um simples projeto de classe escalou até se tornar um fenômeno sociológico massivo que sequestrou a vida social do campus. Os números são contundentes: em uma universidade de aproximadamente 7.500 estudantes de graduação, mais de 5.000 já entregaram sua vida amorosa às decisões desse algoritmo.
De uma tarefa de classe a uma startup milionária
O arquiteto dessa obsessão é Henry Weng, um estudante de pós-graduação em ciência da computação que programou a plataforma em apenas três semanas. Segundo o site TechCrunch, o que Weng iniciou como uma ferramenta para ajudar seus colegas se transformou na The Relationship Company, uma startup que já levantou 2,1 milhões de dólares em capital de risco.
A lista de investidores inclui pesos pesados do Vale do Silício, como Mark Pincus (fundador da Zynga e um dos primeiros investidores do Facebook), Elad Gil (um dos primeiros investidores de Airbnb, Stripe ...
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