Empresas chinesas estão em corrida pela IA, mas não é a que você pensa: o objetivo é quem consegue torná-la mais barata
O M2.5 da MiniMax é um exemplo de modelo MoE leve e com um preço baixo
O DeepSeek é o nome mais famoso quando se fala em inteligência artificial na China. Ele não apenas apresenta um grande desempenho, como também gera influência: a própria Microsoft admite que ele está ganhando usuários em mercados nos quais veteranas como a OpenAI têm mais dificuldade. Outras empresas como Tencent ou Alibaba estão dando passos gigantes na disputa pela IA.
Mas os grandes não são os únicos e, com a China totalmente voltada para o desenvolvimento da robótica e da IA, é preciso falar de outros jogadores menores. Zhipu AI e MiniMax são dois dos "tigres" que, em apenas alguns anos, levantaram centenas de milhões de dólares e que contam com modelos que têm uma filosofia radicalmente diferente da da OpenAI e de outros gigantes ocidentais.
Seus modelos são vendidos como companheiros de vida, ferramentas que as pessoas possam usar no dia a dia sem se preocupar com o preço. E, dentro desse discurso, a MiniMax acaba de lançar o M2.5, um modelo que quer se tornar um "funcionário digital" e que seus responsáveis classificaram como seu primeiro "modelo de fronteira", tão barato que não vale a pena nem medir o preço.
Uma IA barata demais para se preocupar com o preço
O M2.5 já é oficial e, como registra o South China Morning Post, a MiniMax não quis desperdiçar a oportunidade de lançá-lo em uma semana frenética para a indústria de IA na China. Tecnicamente, o M2.5 é um LLM — grande modelo de linguagem — com cerca de 230 bilhões de parâmetros totais, mas utiliza apenas 10 ...
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