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Negócios e TI

"Lenovo entra na era PC Plus", diz presidente da empresa

10 jan 2013 - 13h51
(atualizado às 13h51)
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A chinesa Lenovo, a caminho de se tornar a maior fabricante mundial de computadores pessoais, está se preparando para explorar aquilo que chama de era "PC Plus", com a empresa expandindo sua capacidade de produção em grandes mercados, entre os quais os Estados Unidos. "Não vivemos em um mundo pós-PC, estamos entrando na era PC Plus", disse Yuanqing Yang, presidente-executivo da Lenovo, em entrevista na quarta-feira, na CES, em Las Vegas.

Próxima de se tornar a maior fabricante de PCs do mundo, Lenovo expande capacidade de produção
Próxima de se tornar a maior fabricante de PCs do mundo, Lenovo expande capacidade de produção
Foto: Kim Kyung-Hoon / Reuters

O crescimento na demanda por computadores pessoais diminuiu no ano passado, quando mais consumidores optaram pelos ultraportáteis e cada vez mais poderosos tablets, e pelos smartphones, para atender suas necessidades de computação básica.

Hewlett-Packard, Dell e outras empresas líderes do setor de computação agora enfrentam dificuldades para sustentar seu crescimento, enquanto o avanço dos tablets prejudica seus negócios baseados em computadores pessoais. Mas os computadores não estão a caminho de desaparecer. 

Yang disse que o mundo pós-PC só vai surgir para um grupo: as empresas que não inovarem em seus computadores. "No nosso ramo, muitos dos concorrentes acreditam que os computadores se tornaram produto básico", afirmou, "mas nós nunca pensamos assim".

A Lenovo, disse ele, redefiniu a categoria com produtos como o Yoga, um laptop com o Windows 8 da Microsoft que pode ser convertido em tablet dobrando a tela completamente para trás, ou o Twist, um laptop cuja tela fica conectada à base por uma dobradiça.

Os dois modelos de laptops vêm conquistando vendas fortes nos EUA, com a Lenovo atingino 40% de participação de mercado no segmento de produtos com preços de US$ 900 ou mais.A Lenovo disparou no mercado de computadores ao adquirir a divisão de computadores pessoais da IBM em 2005, e ganhou força recorrendo a uma política agressiva de preços, aquisições internacionais e uma posição dominante no mercado chinês, que cresce rapidamente.

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