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EUA enfrentam um problema: força militar mais poderosa da Europa está se expandindo por seis bases aéreas no Norte da África, com aeronaves e drones

Instalações também abrigam presença militar russa no flanco sul da Aliança, diretamente em frente à Europa

25 ago 2026 - 10h14
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Resumo
Diante de incertezas na Síria, a Rússia expande sua presença militar no Norte da África ao modernizar e ocupar seis bases aéreas na Líbia através do grupo Afrika Korps. Imagens de satélite revelam a ampliação de pistas, hangares e quartéis, permitindo a Moscou deslocar tropas, aeronaves e drones para o Sahel. A iniciativa consolida a projeção de poder russa sobre o Mediterrâneo e pressiona o flanco sul da OTAN, tornando-se um desafio estratégico para os Estados Unidos.
Imagem | RAF/Ministério da Defesa do Reino Unido
Imagem | RAF/Ministério da Defesa do Reino Unido
Foto: Imagem | RAF/Ministério da Defesa do Reino Unido / Xataka

A queda do regime de Bashar al-Assad em dezembro de 2014 pareceu deixar a Rússia diante de um de seus maiores reveses estratégicos em décadas: sua presença na base aérea de Khmeimim e no porto de Tartus, as duas principais plataformas de onde projetava poder sobre o Oriente Médio, o Mediterrâneo e a África, foi posta em xeque. Moscou conseguiu manter uma presença reduzida na Síria, mas, enquanto negociava seu futuro naquele país, iniciou uma operação muito mais discreta do outro lado do Mediterrâneo.

A pista

Imagens de satélite analisadas em colaboração com a Agência Nacional de Inteligência Geoespacial dos EUA revelaram agora construções e expansões em seis bases aéreas líbias com uma suposta presença do Afrika Korps russo.

Estamos falando de hangares, pistas de pouso, quartéis e infraestrutura de comunicações que permitem à Rússia movimentar homens, armas e aeronaves para o Sahel, mantendo ao mesmo tempo uma presença militar no flanco sul da OTAN.

Quando a Rússia começou a perder a Síria

Por quase uma década, Khmeimim e Tartus proporcionaram a Moscou uma posição excepcional no Mediterrâneo, mas a queda de Assad forçou o Kremlin a buscar alternativas enquanto negociava com as novas autoridades sírias. A Líbia era a escolha óbvia: a Rússia vinha cultivando seu relacionamento com Khalifa Haftar há anos, e o Grupo Wagner já havia estabelecido uma presença militar significativa nas áreas leste e sul sob seu controle.

No fim, Moscou não perdeu completamente suas instalações na Síria, ...

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