Arqueólogos resgatam do fundo do mar 80 toneladas do Farol de Alexandria
Uma das construções mais famosas de toda a história da humanidade está deixando de ser um mito para voltar a ganhar forma real
Arqueólogos resgataram do fundo do mar, na costa do Egito, blocos de granito e calcário de até 80 toneladas pertencentes ao lendário Farol de Alexandria, uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo. Construída no século 3 a.C., a colossal estrutura helenística começou a ser desvendada a partir dessas descobertas submarinas, que estão transformando teorias históricas e permitindo reconstruir aspectos cruciais sobre a grandiosidade, a engenharia e a real aparência do monumento.
No final do século 19, vários pescadores do porto de Alexandria, no Egito, começaram a retirar enormes fragmentos de pedra presos em suas redes. Alguns eram tão grandes e estranhos que, durante anos, circularam histórias sobre ruínas gigantes escondidas sob a água diante da costa egípcia. Muito antes de existirem os escâneres submarinos ou a arqueologia digital, o Mediterrâneo já dava pistas de que sob suas águas permanecia enterrada uma parte do mundo antigo.
Arqueólogos e mergulhadores vêm encontrando há anos enormes blocos de granito e calcário sob as águas de Alexandria, mas os trabalhos mais recentes, divulgados em maio de 2025, deram força a uma ideia fascinante: o Mediterrâneo estaria devolvendo fragmentos do lendário Farol de Alexandria, uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo.
Alguns dos blocos pesam até 80 toneladas e, acredita-se, faziam parte de entradas monumentais, plataformas e estruturas gigantescas que permaneceram espalhadas durante séculos no fundo do mar. A descoberta não está apenas permitindo reconstruir como era o farol, mas também está mudando muitas das teorias existentes sobre seu tamanho, sua engenharia e sua aparência.
Onde começou o Farol
O Farol de Alexandria começou a ser construído no início do século 3 a.C., durante o reinado de Ptolomeu I Sóter, e foi projetado por Sóstrato de Cnido na ilha de Faros, diante do porto egípcio. As fontes descreviam uma estrutura com mais de cem metros de altura, uma espécie de arranha-céu helenístico visível a ...
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