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Ciência

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Acabamos de encontrar um mamífero em um lugar impossível: nos Andes, a uma altitude de quase 7.000 metros

Mais precisamente, a 6.739 metros

17 ago 2026 - 12h35
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(Reprodução/Xataka)
(Reprodução/Xataka)
Foto: Xataka

Quando você começa a subir metros e metros, a flora e a fauna mudam. Mas existe um ponto que nem isso consegue se desenvolver a tantos metros de altura, ainda mais que o oxigênio passa a ficar mais raro e as condições extremas de frio também não favorecem. No entanto, um espécime parece ser a exceção: o rato-de-orelhas-grandes-andinas.

Um estudo liderado por pesquisadores da Universidade de Nebraska-Lincoln mostra como o rato-de-orelhas-grandes dos Andinos (Phyllotis vaccarum) não só sobrevive, como é capaz de viver em uma altura que seria simplesmente impossível para qualquer outro mamífero. Sim, alcançar aqueles picos que estão em torno de 7.000 metros já é uma tarefa árdua, mas habitá-los é diretamente uma raridade para a fisiologia dos mamíferos.

Mas como ele consegue sobreviver a esses extremos? Esses camundongos das montanhas geram muito mais calor corporal porque seus músculos minúsculos e gordura marrom conseguem queimar lipídios com grande eficiência.

Além disso, suas mitocôndrias funcionam bem com pouco oxigênio, sem depender de uma hemoglobina modificada, como ocorre em outras espécies adaptadas à altitude (por exemplo, as populações humanas do Tibete).

Até agora, pensava-se que, para um mamífero sobreviver com tão pouco oxigênio, mudanças na hemoglobina eram necessárias. Esse rato prova que existe outra maneira: mudar a forma como o músculo produz energia. Segundo Denise Dearing, ecóloga da Universidade de Utah, respirar bem e digerir toxinas competem pelo mesmo ...

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