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Ciência

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"Vinte anos atrás, eu teria matriculado minha filha nas melhores escolas; hoje, acho que isso já não importa", diz Ben Mann, cofundador da Anthropic

Benjamin Mann é um dos seis engenheiros que deixaram a OpenAI para fundar a Anthropic; agora concorrentes de sua antiga empresa, eles se destacam por sua visão de futuro; segundo ele, a educação e a aquisição de conhecimento já não são as prioridades absolutas em um mundo moldado pela inteligência artificial

16 ago 2026 - 14h43
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Foto: Xataka

Principais pontos

  • Obsolescência de habilidades técnicas: A ascensão da inteligência artificial reduz o valor da excelência acadêmica tradicional em favor de qualidades inerentemente humanas, como curiosidade, empatia e criatividade.
  • Mudança nos modelos educacionais: Diante da disrupção tecnológica, líderes do setor estão se afastando do desempenho acadêmico convencional para priorizar abordagens pedagógicas alternativas, focadas em promover a autonomia e a realização pessoal.

Uma nova abordagem para a criação dos filhos: priorizando a curiosidade

Em uma entrevista publicada em 20 de julho de 2025 no podcast de Lenny Rachitsky, Benjamin Mann afirmou que — se fosse "há 10 ou 20 anos" — ele teria matriculado sua filha em uma escola de elite e a inscrito em uma infinidade de atividades extracurriculares. Hoje, no entanto, ele vê tudo isso como secundário.

"Eu só quero que ela seja feliz, empática, curiosa e gentil", disse ele durante a entrevista, priorizando essas qualidades em detrimento do desempenho acadêmico precoce.

Mesmo após deixar a OpenAI, Mann compartilha uma convicção comum a muitos líderes do setor: em um futuro dominado pela IA, diplomas universitários não garantirão mais, necessariamente, o sucesso. O que importa, explica ele, é ter uma mente aberta à experimentação, além de empatia e muita curiosidade — justamente as qualidades que a OpenAI busca em seus funcionários, segundo Mark Chen, diretor de pesquisa da empresa.

A primazia das perguntas sobre as respostas

Segundo ...

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