Em 1990 o criador do Google tentou vender o mecanismo de busca por uma merreca e quase foi comprado, mas uma trivialidade não deixou o acordo ser concretizado
Mecanismo de busca foi negado por ser "bom demais"
Em 1997, quando o Google ainda era um projeto universitário chamado "BackRub", Larry Page tentou vender a tecnologia para a Excite por US$ 1,6 milhão. O valor, que hoje parece irrisório, incluía pagamentos em dinheiro, ações e uma parte para a Universidade Stanford. Na época, a Excite era a sexta maior potência da internet, mas o negócio fracassou por um detalhe técnico: Page exigia que a tecnologia da Excite fosse totalmente substituída pelo algoritmo do Google.
George Bell, então CEO da Excite, recusou a proposta por não aceitar abandonar o sistema proprietário da empresa. Algumas versões da história sugerem um motivo ainda mais irônico: a busca do Google era considerada "boa demais". Os executivos temiam que, se os usuários encontrassem o que procuravam rapidamente, passariam menos tempo no portal, reduzindo a receita publicitária.
Enquanto o Google se tornou um império global, a Excite definhou e hoje é apenas uma relíquia operada por um conglomerado de mídia. Curiosamente, o Google enfrenta atualmente críticas similares às que a Excite temia no passado.
Entre 2020 e 2025, a qualidade dos resultados caiu devido ao foco excessivo em manter os usuários no ecossistema da empresa para monetização e à dificuldade em filtrar spam gerado por IA, espelhando os dilemas de engajamento que impediram a compra bilionária décadas atrás.
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