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CEO da Meta será interrogado em julgamento sobre vício de jovens em redes sociais

18 fev 2026 - 11h58
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O presidente-executivo da Meta Platforms e ‌fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, será interrogado pela primeira vez em um tribunal dos Estados Unidos nesta quarta-feira sobre o impacto do Instagram na saúde mental de jovens usuários, enquanto um julgamento histórico sobre o vício em redes sociais entre jovens continua.

Embora Zuckerberg já tenha testemunhado sobre o assunto perante o Congresso, as consequências ⁠são maiores no julgamento com júri em Los Angeles, Califórnia. A Meta pode ter ‌que pagar indenizações se perder o caso, e o veredicto pode enfraquecer a defesa jurídica de longa data das grandes empresas de tecnologia contra alegações de ‌danos aos usuários.

O processo e outros semelhantes fazem ‌parte de uma reação global contra as plataformas de redes sociais em relação ⁠à saúde mental infantil.

A Austrália proibiu o acesso a plataformas de redes sociais para usuários menores de 16 anos, e outros países, incluindo a Espanha, estão considerando restrições semelhantes. Nos EUA, a Flórida proibiu as empresas de permitir o acesso a usuários com menos de 14 anos. Associações comerciais do setor de tecnologia estão ‌contestando a lei na justiça.

O caso envolve uma mulher da Califórnia que começou a ‌usar o Instagram, da Meta, ⁠e o YouTube, ⁠do Google, ainda criança. Ela alega que as empresas buscavam lucrar viciando crianças em seus serviços, ⁠mesmo sabendo que as redes sociais poderiam ‌prejudicar sua saúde mental. Ela ‌afirma que os aplicativos alimentaram sua depressão e pensamentos suicidas e busca responsabilizar as empresas.

A Meta e o Google negaram as alegações e destacaram seus esforços para adicionar recursos que protegem os usuários. A Meta frequentemente cita uma ⁠conclusão das Academias Nacionais de Ciências de que a pesquisa não demonstra que as redes sociais alteram a saúde mental das crianças.

O processo serve como um caso de teste para reivindicações semelhantes em um grupo maior de casos contra a Meta, a Alphabet, dona do Google, a Snap ‌e o TikTok. Famílias, distritos escolares e Estados entraram com milhares de ações judiciais nos EUA acusando as empresas de alimentar uma crise de saúde mental ⁠entre os jovens.

Espera-se que Zuckerberg seja questionado sobre os estudos e discussões internas da Meta sobre como o uso do Instagram afeta os usuários mais jovens.

Adam Mosseri, chefe do Instagram, testemunhou na semana passada que desconhecia um estudo recente da Meta que não encontrou nenhuma ligação entre a supervisão dos pais e a atenção dos adolescentes ao seu próprio uso das redes sociais.

Adolescentes com circunstâncias de vida difíceis relataram com mais frequência usar o Instagram de forma habitual ou não intencional, de acordo com o documento apresentado no julgamento.

O advogado da Meta disse aos jurados no julgamento que os registros de saúde da mulher mostram que seus problemas têm origem em uma infância conturbada e que as redes sociais eram uma forma de expressão criativa para ela.

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