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É evidente que a Rússia pode absorver milhares de baixas; portanto, a Ucrânia já está elaborando um plano muito mais arriscado

Essa mudança envolve riscos óbvios: exige mais inteligência, mais drones de médio alcance e uma coordenação extremamente complexa

19 fev 2026 - 09h14
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Foto: Xataka

Desde o início da invasão em larga escala, a guerra na Ucrânia tem sido uma série de adaptações forçadas, onde cada lado teve que aprender mais rápido que o outro para sobreviver. O que começou como uma aposta na velocidade e no colapso político degenerou em um conflito longo, técnico e cada vez mais implacável, no qual as regras mudaram com a mesma frequência que as armas em campo.

Da guerra de desgaste ao cálculo operacional

Após quase quatro anos de guerra, a Ucrânia começou a aceitar que infligir baixas em massa, como explicou recentemente um ministro, por si só não muda a lógica do conflito. A Rússia demonstrou que pode absorver enormes perdas sem alterar sua estratégia, enquanto usa drones e ataques de longo alcance para corroer a retaguarda ucraniana, cortar suprimentos e quebrar psicologicamente as tropas que defendem a linha de frente.

Este contexto forçou uma reconsideração em Kiev: o campo de batalha não é mais decidido apenas na linha de frente, mas sim no que acontece dezenas de quilômetros atrás dela, onde comandantes, operadores de drones e rotas logísticas sustentam o avanço russo em câmera lenta.

A guerra da retaguarda

Em regiões abertas como Zaporíjia, a diferença entre resistir e ceder terreno reside na capacidade de negar ao inimigo a liberdade de movimento na retaguarda. A Rússia transformou drones de médio alcance em sua principal arma, atacando estradas, comboios e equipamentos ucranianos antes mesmo de entrarem em combate.

A Ucrânia, por outro lado, confiou ...

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