Pigmento que faz lagosta mudar de cor pode ter uso médico
Por que as lagostas passam de pretas a vermelhas quando cozidas? Esse efeito possui aplicações práticas para os negócios ou a medicina? A mudança de cor foi explicada em um nível molecular por uma pesquisa de 2002 na Inglaterra, e outros pesquisadores sugerem que a maneira com que o pigmento, chamado astaxantina, é ocultado até o aquecimento da lagosta pode ter aplicação médica para criação de medicamentos. A astaxantina livre é vermelha ou laranja porque absorve luz azul
Pesquisadores liderados por John Helliwell, trabalhando com raios-X de baixa intensidade no Laboratório Daresbury em Warrington, descobriram que quando a astaxantina era envolta por moléculas de proteína na concha de uma lagosta viva, sua cor era mascarada, com mudança de suas propriedades de absorção de luz que dão ao animal uma aparência escura e matizada. Mas o calor faz com que a proteína, chamada beta-crustacianina, mude de forma, com suas subunidades afrouxando as ligações com o pigmento e permitindo que a cor vermelha apareça.
A astaxantina é encontrada em muitos animais marinhos, como camarão e peixe, e também é responsável pela cor rosa dos flamingos que se alimentam de crustáceos ricos em pigmento. Ela é um antioxidante muito ativo.
A astaxantina não é solúvel em água, e os cientistas planejam estudar a maneira com que ela se liga à beta-crustacianina na esperança de que isso possa apontar uma maneira de se fabricar drogas não solúveis em água.
Tradução: Amy Traduções