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Pesquisa

Estudo indica que chimpanzés têm consciência da morte

26 abr 2010 - 17h22
(atualizado às 17h44)
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Os chimpanzés, primos mais próximos do homem na escala evolutiva, parecem muito conscientes da morte, assim como os humanos, segundo um estudo baseado em observações publicado nesta segunda-feira.

Filhotes de urso polar mamam no zoológico da cidade de St. Petersburg. Os filhotes, que têm seis meses de idade, foram autorizados a andar em uma jaula ao ar livre pela primeira vez desde o seu nascimento
Filhotes de urso polar mamam no zoológico da cidade de St. Petersburg. Os filhotes, que têm seis meses de idade, foram autorizados a andar em uma jaula ao ar livre pela primeira vez desde o seu nascimento
Foto: Reuters

"Vários fenômenos foram considerados em um ou outro momento separando o homem das outras espécies, como a capacidade de raciocinar, de falar ou de utilizar ferramentas e a consciência de si mesmo, antes de a ciência demonstrar que essas divisões são, na realidade, mais relativas", disse James Anderson, da Universidade de Sitling do Reino Unido, principal autor de um dos estudos publicados nesta segunda-feira na revista americana Current Biology, na edição datada de 27 de abril.

"A consciência da morte é um desses fenômenos psicológicos atribuídos durante um longo tempo somente aos humanos", afirmou o pesquisador. "As observações que temos feito em chimpanzés relacionando a perda de seu par e nos últimos momentos de vida, indicam que têm muita consciência da morte e, provavelmente, de maneira muito mais desenvolvida do que se suspeitava", disse.

O estudo descreve as últimas horas e a morte de uma chimpanzé fêmea de idade avançada, que vivia em um pequeno grupo de primatas numa reserva na Escócia. Todos esses momentos foram gravados.

Nos dias que precederam a morte da fêmea, o grupo esteve muito silencioso e com a atenção concentrada nela, afirmou James Anderson. Muito pouco tempo antes de morrer, seus companheiros fizeram muito carinho e a enfeitaram.

Esses gestos nos últimos instantes buscavam determinar se ela ainda estava com vida. Quando chegou a morte, o grupo se afastou do corpo, mas pouco depois, a que seria sua filha mais velha voltou para permanecer próxima à fêmea morta durante toda a noite, afirmam os pesquisadores.

Em um segundo estudo, os autores observaram duas mães de chimpanzés que vivem livres, que continuaram carregando o corpo mumificado de seus filhotes durante semanas, após a morte deles em consequência de uma infecção respiratória.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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