Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Pesquisa

Antílopes assustam fêmeas para fazer mais sexo, diz estudo

20 mai 2010 - 08h55
(atualizado às 09h27)
Compartilhar

Uma pesquisa das universidades de Liverpool, na Inglaterra, e de Michigan, nos Estados Unidos, descobriu que os machos de antílopes da espécie topi - que vivem na África - assustam as fêmeas para fazerem mais sexo. "É como a fábula, só que o macho topi grita 'leão', em vez de 'lobo'", diz Jakob Bro-Jørgensen, ecologista comportamental da instituição inglesa. As informações são do Live Science.

A tática dos machos é fruto do ritual de acasalamento da fêmea
A tática dos machos é fruto do ritual de acasalamento da fêmea
Foto: Getty Images

Bro-Jørgensen e o colega Wiline Pangle, da universidade americana, estudam os topi (Damaliscus lunatus) desde 1998 na reserva nacional Masai Mara, no Quênia. Quando os animais observam um predador - como um leão ou um leopardo - eles bufam e olham para o agressor. O ato geralmente desencoraja o predador de se aproximar o suficiente para atacar, já que eles não conseguem superar os antílopes em longas distâncias.

"Um alarme de um topi pode ter me salvado uma vez ao me alertar sobre duas leoas que se aproximavam da janela aberta do meu carro enquanto eu estava distraído observando os topi", diz Bro-Jørgensen.

A tática dos machos é fruto do ritual de acasalamento da fêmea. Esta faz sexo apenas em um dia durante o ano. Na verdade, esse dia ocorre em um determinado período do ano para as fêmeas, que dura cerca de um mês e meio. Durante o "dia D" as antílopes visitam 10 territórios de machos e fazem sexo 11 vezes.

Frente ao pequeno período de sexo anual, os machos utilizam um pequeno truque para manter as fêmeas mais tempo em seu território. Quando estas estão prestes a partir, o macho alerta para um predador, assustando a parceira, que fica um tempo maior próxima a ele, o que aumenta as chances de mais sexo. Contudo, os pesquisadores descobriram que na verdade não há nenhum predador, era apenas o antílope enganando a parceira.

"A mentira é tão flagrante que chega a ser engraçada", diz Bro-Jørgensen. Pode ser engraçado, mas a "malandragem" funciona: a pesquisa indica que os machos conseguem copular com as fêmeas próximas normalmente três vezes, em média, no período entre o falso alerta e a partida das companheiras. Em 10% das visitas de fêmeas, os machos só conseguem sexo após assustá-las.

Além disso, os cientistas descobriram que as fêmeas não conseguem distinguir entre o alerta falso e o real, sendo que, nos dois casos, procuram achar onde está o predador e dão alguns passos para trás. "Parece que as fêmeas estão melhores errando por precaução, já que falhar na reação a um alarme verdadeiro pode facilmente significar a morte em um lugar como Masai Mara, que está literalmente lotado de grandes predadores", diz o pesquisador.

Fonte: Redação Terra
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra