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Clima

Há falta de vontade política com sustentabilidade, diz ministra

14 jun 2012 - 14h30
(atualizado às 14h40)
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Os avanços no desenvolvimento sustentável esbarram na falta de vontade política, o que impede a adoção de medidas mais concretas e agressivas, disse nesta quinta-feira a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

Dilma Rousseff é eleita presidente da Rio+20 pelo Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon
Dilma Rousseff é eleita presidente da Rio+20 pelo Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon
Foto: AFP

Confira a programação com os principais eventos

Veja onde está ocorrendo a Rio+20

A ministra disse haver uma "miopia ambiental" e que preocupações de curto prazo, como a crise econômica internacional, são obstáculos para ações mais eficazes que incentivem a sustentabilidade.

"O desenvolvimento sustentável não é fácil, é complexo, mas não devemos pensar só no curto prazo. Se não, vai ser a miopia ambiental", disse Izabella durante palestra em evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), parte da Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. "Por que todo mundo apoia e defende o desenvolvimento sustentável mas pouco é feito? Porque falta vontade política".

Durante a Rio+20, países pobres e emergentes que compõem o G-77 (grupo das nações em desenvolvimento) defenderão a criação de um fundo global de US$ 30 bilhões por ano para financiar a sustentabilidade global. O fundo seria bancado também por países desenvolvidos, entre eles os europeus, que enfrentam crises fiscais e financeiros.

A ministra, que já havia admitido que a crise ameaça a adoção de medidas mais eficazes já que atinge, especialmente, países que tradicionalmente são financiadores de projetos, manteve a esperança de que a cúpula produza resultados concretos.

"A conferência acontece no curto prazo, mas ela tem o mandato de buscar soluções permanentes e concretas para o desenvolvimento sustentável para o médio e longo prazo. Precisamos de dinheiro e por isso estamos discutindo", disse ela a jornalistas.

Indústria X impostos

O presidente da CNI, Robson Andrade, pediu ao governo a adoção de medidas de incentivo fiscal e tributário para viabilizar um maior engajamento do setor industrial para o desenvolvimento sustentável.

Apesar de ter considerado a questão da sustentabilidade uma obrigação do setor industrial, Andrade disse que a redução de impostos seria um incentivo para um maior investimento em ações de sustentabilidade. "Sugerimos que os governos estudem uma redução de impostos para quem realmente investe em responsabilidade ambiental", disse.

"Imposto para reduzir é o que não falta no Brasil (...) No Brasil tem incentivo para contratar, para assinar carteira e o que propomos é incentivar as empresas que tiveram compromisso com ao meio ambiente". A ministra do Meio Ambiente disse que a redução de impostos à indústria não está em discussão.

Rio+20

Vinte anos após a Eco92, o Rio de Janeiro volta a receber governantes e sociedade civil de diversos países para discutir planos e ações para o futuro do planeta. A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que ocorre até o dia 22 de junho na cidade, deverá contribuir para a definição de uma agenda comum sobre o meio ambiente nas próximas décadas, com foco principal na economia verde e na erradicação da pobreza.

Composta por três momentos, a Rio+20 vai até o dia 15 com foco principal na discussão entre representantes governamentais sobre os documentos que posteriormente serão convencionados na Conferência. A partir do dia 16 e até 19 de junho, serão programados eventos com a sociedade civil. Já de 20 a 22 ocorrerá o Segmento de Alto Nível, para o qual é esperada a presença de diversos chefes de Estado e de governo dos países-membros das Nações Unidas.

Apesar dos esforços do secretário-geral da ONU Ban Ki-moon, vários líderes mundiais não estarão presentes, como o presidente americano Barack Obama, a chanceler alemã Angela Merkel e o primeiro ministro britânico David Cameron. Ainda assim, o governo brasileiro aposta em uma agenda fortalecida após o encontro.

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