Eles compartilham quase todo o DNA humano, vivem em sociedades lideradas por fêmeas e evitam a violência
Pesquisa mostra que primatas próximos dos humanos respondem a intrusos com cooperação, não violência
Os bonobos, grandes primatas que vivem na República Democrática do Congo, são conhecidos por algo raro no reino animal: eles não se matam entre si. Diferentemente de chimpanzés e até de humanos, eles evitam conflitos letais e priorizam a cooperação. Agora, um estudo publicado na revista científica PLOS ONE mostra que, mesmo diante de sinais de possíveis intrusos em seu território, os bonobos não recorrem à agressão, mas fortalecem discretamente seus vínculos sociais. A pesquisa foi conduzida por uma equipe internacional liderada pela Universidade de Kyoto e observou grupos de bonobos em cativeiro em cinco instituições espalhadas por quatro países.
Cooperação, não violência: por que os bonobos seguiram um caminho evolutivo diferente dos chimpanzés
Os bonobos, de nome científico Pan paniscus, são bem mais próximos de nós do que você imagina: compartilham cerca de 98,7% do DNA com os humanos e são considerados, ao lado dos chimpanzés, nossos parentes vivos mais próximos. Mesmo assim, essa espécie de primata seguiu um caminho evolutivo bem diferente dos humanos e chimpanzés. Isso porque suas sociedades são predominantemente lideradas por fêmeas, com foco em cooperação, tolerância e resolução de tensões por meio de interações sociais, como comportamentos sexuais usados para resolver conflitos e fortalecer alianças.
Se você nunca viu um bonobos de perto, pode achar ele muito parecido com os chimpanzés, mas existem diferenças notáveis entre eles. Fisicamente, os bonobos são ...
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