"Dia histórico para a saúde pública brasileira": o mundo inteiro tentou, mas a vacina definitiva e de dose única contra a dengue é 100% nossa e já está rodando por aí
A eliminação dos criadouros do mosquito Aedes aegypti continua sendo a principal frente de combate à dengue; a vacina é uma tecnologia inovadora que se soma ao controle vetorial, e não um substituto
O Ministério da Saúde deu um passo histórico no combate à dengue ao iniciar, em janeiro de 2026, uma estratégia piloto de vacinação com a Butantan-DV. Diferente de todas as soluções anteriores, este imunizante é 100% nacional e pioneiro no mundo por exigir apenas uma dose para garantir proteção.
Mas como o Brasil planeja sair dos laboratórios para imunizar uma população de dimensões continentais? A resposta envolve cidades-laboratório, biotecnologia de ponta e uma cooperação asiática estratégica.
Onde a ciência encontra a rua
Em vez de uma distribuição pulverizada, o governo optou por aplicar a vacina em "municípios-piloto" com populações entre 100 mil e 200 mil habitantes e redes de saúde bem estruturadas.
A vacinação teve início em 17 de janeiro, nas cidades de Maranguape (CE) e Nova Lima (MG). Em 18 de janeiro o município de Botucatu (SP) também ingressou na iniciativa. Vale lembrar que Botucatu já possui experiência prévia, tendo adotado metodologia semelhante na avaliação de efetividade da vacina contra a Covid-19.
O público-alvo inicial foca em pessoas na faixa etária de 15 a 59 anos. O objetivo principal desta fase é avaliar o impacto da vacina na dinâmica real de transmissão da doença e reunir as evidências necessárias para embasar a ampliação em todo o país.
Na segunda semana de fevereiro, o Ministério da Saúde iniciou a vacinação contra a dengue dos profissionais de saúde (médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e agentes comunitários de saúde das Unidades Básicas de...
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