Centenas de espécies foram descobertas na exploração do Pacífico — mas o motivo das pesquisas é alarmante
Quase 800 espécies foram documentadas
Enquanto o mundo busca minerais críticos para a transição energética, uma expedição científica sem precedentes revelou que o fundo do Oceano Pacífico abriga um ecossistema muito mais rico — e frágil — do que se imaginava. Um estudo internacional publicado na revista Nature Ecology and Evolution em 2 de fevereiro de 2026, documentou quase 800 espécies na Zona Clarion-Clipperton, sendo que centenas delas eram totalmente desconhecidas pela ciência até agora.
O esforço, que envolveu 160 dias no mar e cinco anos de análises laboratoriais, focou em entender como a futura mineração submarina poderá impactar essa fronteira final da Terra.
Revelações do fundo do mar profundo
A pesquisa ocorreu a quase 4.000 metros de profundidade, um ambiente de escuridão total e pressões esmagadoras, onde o alimento é escasso e a camada de sedimento cresce apenas um milímetro a cada mil anos.
- Foram coletados mais de 4.300 animais. Entre as 788 espécies identificadas, destacam-se poliquetas (vermes marinhos), crustáceos, moluscos e até um novo coral solitário.
- No Mar do Norte, uma amostra pode conter 20.000 animais. No Pacífico profundo, o mesmo volume de solo abriga o mesmo número de espécies, mas apenas cerca de 200 indivíduos, o que torna a recuperação de populações muito mais lenta.
- Testes com equipamentos de mineração experimental mostraram uma redução de 37% no número de animais e de 32% na diversidade de espécies nas trilhas abertas pelas máquinas. Embora o impacto geral tenha sido menor do que o ...
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