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Berlim ainda é refém da URSS: refinaria que fornece 90% do seu combustível pertence à Rússia

Enquanto Alemanha aposta no hidrogênio e nos combustíveis sintéticos, sua capital continua dependendo de infraestrutura projetada para petróleo soviético

7 fev 2026 - 14h20
(atualizado às 14h44)
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Foto: Xataka

Se você viajar para o norte de Berlim, encontrará uma paisagem de chaminés e metal enferrujado em Schwedt que parece ancorada nos anos 60. Foi lá que a Alemanha comunista e a antiga URSS selaram sua aliança energética, e o mais incrível é que esse legado continua a abastecer o reservatório dos berlinenses até hoje. Embora a retórica oficial fale de uma ruptura total com o Kremlin devido à invasão da Ucrânia, a realidade na usina PCK é diferente: a maior parte da propriedade ainda está em mãos russas, um vestígio soviético que a Alemanha ainda não se atreveu a expropriar completamente.

O funcionamento de Berlim depende, literalmente, da PCK Schwedt não parar. A usina bombeia 90% da gasolina e do querosene consumidos pela capital e pelo estado de Brandemburgo; é o coração energético que alimenta tudo, desde o aquecimento doméstico até as aeronaves do aeroporto internacional. Como aponta uma análise do Financial Times, qualquer parada em suas máquinas - por mais breve que seja - causaria um estrangulamento imediato. Não se trata apenas de números, mas de uma ameaça real ao cotidiano de milhões de pessoas, que o setor energético observa com lupa.

Refinaria encurralada

A situação da PCK é resultado direto da invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022. Após o início da guerra, a Alemanha decidiu retirar o controle operacional da refinaria da estatal russa de petróleo Rosneft, colocando-a sob tutela estatal. A medida foi adotada sob a Lei de Segurança Energética (Energiesicherungsgesetz), ...

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