A China injetou US$10 bilhões na indústria russa e o resultado é alarmante: a produção em massa do míssil que o Ocidente mais teme
Sem enviar uma única arma, China teria ajudado Rússia a driblar sanções e acelerar a fabricação de um míssil quase impossível de interceptar
A China voltou ao centro de uma polêmica geopolítica global, mas desta vez, longe dos discursos diplomáticos e mais perto do chão de fábrica. Relatórios citados pelo jornal britânico The Telegraph apontaram que equipamentos industriais chineses estariam desempenhando um papel-chave na expansão da capacidade russa de produzir o míssil balístico de médio alcance Oreshnik, uma das armas mais perigosas do arsenal.
De acordo com as informações divulgadas, o apoio não envolve o envio direto de armas, mas algo menos visível, porém essencial para manter linhas de produção funcionando: máquinas-ferramenta de alta precisão, microchips e componentes industriais, avaliados em US$ 10,3 bilhões, capazes de sustentar a produção militar russa mesmo sob um regime severo de sanções internacionais.
Como uma máquina chinesa se tornou central na produção do Oreshnik?
Entender o papel da China nesse processo exige olhar para além do armamento final e focar na infraestrutura que o torna possível. A pista mais concreta sobre esse apoio não surgiu de dentro de uma instalação industrial estratégica. Segundo a inteligência militar da Ucrânia, uma máquina de controle numérico computadorizado (CNC) de origem chinesa foi identificada na fábrica estatal de Votkinsk, principal polo de produção de mísseis da Rússia e alvo direto de sanções impostas por Estados Unidos, União Europeia, Reino Unido e Japão.
Esse tipo de equipamento é essencial para usinagem avançada e corte de metais com altíssima precisão, ...
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