Morar perto do mar pode estar associado a uma vida mais longa

19 out 2026 - 09h54
(atualizado às 09h55)
Resumo
Um estudo nos EUA revelou que morar a até 48 km do mar está associado a viver cerca de um ano a mais que a média nacional, enquanto áreas próximas a rios e lagos tiveram expectativa menor. A vantagem costeira é atribuída a fatores como temperaturas amenas, melhor qualidade do ar, opções de lazer e maior renda média, contra a poluição e os riscos de enchentes do interior. Embora o mar não garanta longevidade, a pesquisa reforça como as condições do ambiente influenciam diretamente na saúde.

19 de outubro de 2026 (Bibliomed). Viver próximo ao litoral pode trazer benefícios que vão além da paisagem. Um estudo realizado nos Estados Unidos indica que pessoas que moram a até 48 quilômetros do oceano apresentam, em média, maior expectativa de vida do que a população em geral.

Morar perto do mar pode estar associado a uma vida mais longa
Morar perto do mar pode estar associado a uma vida mais longa
Foto: LightFieldStudios-Evanto / Boa Saúde

Os pesquisadores analisaram dados de mais de 66 mil regiões do país e verificaram que moradores de áreas costeiras vivem cerca de um ano a mais que a média nacional. Já nas cidades localizadas próximas a grandes rios e lagos interiores, a expectativa de vida foi ligeiramente menor.

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Segundo os autores, essa diferença provavelmente resulta da combinação de vários fatores. Regiões costeiras costumam apresentar temperaturas mais amenas, melhor qualidade do ar, menor ocorrência de calor extremo e mais oportunidades para atividades ao ar livre. Além disso, muitas dessas áreas oferecem melhor infraestrutura e maior renda média da população.

Em contraste, cidades próximas a rios e lagos podem enfrentar desafios como maior poluição, risco de enchentes e desigualdades sociais, fatores que podem afetar a saúde.

Os pesquisadores ressaltam que morar perto do mar, por si só, não garante maior longevidade, mas o estudo mostra como o ambiente onde vivemos pode exercer influência importante sobre nossa saúde.

Fonte: Environmental Research. DOI: 10.1016/j.envres.2025.121981.

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