Remédios para obesidade ajudam a emagrecer, mas efeitos colaterais ainda preocupam

19 out 2026 - 09h54
(atualizado às 09h55)
Resumo
Uma ampla revisão científica com mais de 112 mil adultos confirmou que medicamentos modernos contra a obesidade, sobretudo a semaglutida e a tirzepatida, garantem perda expressiva de peso, superando dietas e exercícios. A semaglutida também sinalizou redução de riscos cardiovasculares. Apesar dos avanços, os frequentes efeitos colaterais gastrointestinais elevam a taxa de abandono da terapia, tornando indispensáveis o acompanhamento médico e a avaliação individualizada para o tratamento.

19 de outubro de 2026 (Bibliomed).Uma ampla revisão científica confirmou que os medicamentos mais modernos para o tratamento da obesidade promovem perda de peso significativa. No entanto, os especialistas alertam que os efeitos adversos ainda precisam ser considerados antes de iniciar o tratamento.

Remédios para obesidade ajudam a emagrecer, mas efeitos colaterais ainda preocupam
Remédios para obesidade ajudam a emagrecer, mas efeitos colaterais ainda preocupam
Foto: chormail/Evanto / Boa Saúde

O estudo reuniu dados de 69 pesquisas clínicas envolvendo mais de 112 mil adultos com sobrepeso ou obesidade. Foram avaliados diversos medicamentos atualmente disponíveis ou em desenvolvimento.

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Praticamente todos os tratamentos produziram perda de peso superior à obtida apenas com mudanças na alimentação e prática de exercícios. Entre eles, a semaglutida e a tirzepatida apresentaram os melhores resultados.

Além do emagrecimento, a semaglutida mostrou sinais de reduzir o risco de morte e de eventos cardiovasculares, como infarto e AVC. Entretanto, os pesquisadores ressaltam que ainda são necessários estudos de longo prazo para confirmar esses benefícios.

Outro ponto importante é que os medicamentos aumentaram a frequência de interrupção do tratamento devido aos efeitos colaterais, principalmente sintomas gastrointestinais.

Segundo os autores, esses remédios representam um avanço importante no combate à obesidade, mas a escolha do tratamento deveser individualizada e sempre acompanhada por um profissional de saúde.

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Fonte: Annals of Internal Medicine. DOI: 10.7326/ANNALS-24-03764.

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