Voltar a treinar após o parto é um desejo comum entre mulheres que já tinham rotina ativa. O corpo muda, a rotina se transforma e a pressa pode gerar impactos físicos inesperados.
Em entrevista à redação, uma influenciadora fitness Babi Beluco falou sobre como foi retomar os exercícios após o nascimento do filho, destacando aprendizados importantes desse processo.
A pressa para voltar pode atrapalhar a recuperação
Muitas mulheres sentem pressão para recuperar o corpo rapidamente após o parto. Para a influenciadora, essa pressa pode ser um erro, inclusive para quem sempre treinou. "Eu temia perder performance e acabei voltando rápido demais", contou.
Ela retornou aos treinos apenas cinco dias após o parto, mesmo ainda em recuperação.
Apesar de se sentir bem inicialmente, o corpo não estava totalmente preparado. "Achei que passando o primeiro mês tudo ficaria mais fácil, mas não é bem assim", afirmou Babi.
A volta acelerada pode ter influenciado até a amamentação nesse período. "Acabei fazendo amamentação mista porque não tive produção suficiente", relatou. Segundo ela, a pressa pode ter contribuído para essa dificuldade.
Abdominais exigem paciência e respeito ao tempo médico
Retomar exercícios abdominais muito cedo é um erro comum no pós-parto. A influenciadora explica que respeitou rigorosamente o prazo indicado pela médica. "Fiquei quarenta e cinco dias sem abdômen, sem impacto nenhum no resultado", disse.
Cinco meses depois, a força abdominal voltou quase ao mesmo nível anterior. Além disso, o cuidado ajudou a evitar a diástase. "Eu tinha medo não só pela estética, mas pela funcionalidade", explicou.
Para ela, respeitar o tempo do corpo trouxe segurança física e emocional. "Hoje sinto a mesma força e quase a mesma definição de antes", completou.
Dor lombar e pressão pélvica não devem ser ignoradas
Durante a gestação, a influenciadora conviveu com dores pélvicas frequentes e intensas. Esses desconfortos são comuns, mas não devem ser ignorados no pós-parto. "O corpo se flexibiliza para o parto, e isso realmente machuca", relatou.
Ela teve pubalgia gestacional, que só melhorou meses após o parto. "Peguei leve e cuidei com exercícios certos", explicou. Segundo ela, ignorar esses sinais pode transformar dor passageira em lesão crônica.
Aquecimento e retorno progressivo são indispensáveis
Pular o aquecimento parece inofensivo, mas pode trazer riscos no pós-parto. A influenciadora usa uma comparação simples para explicar. "O corpo é como um bolo, se o forno está alto demais, queima por fora", disse.
Mesmo voltando cedo à academia, ela reduziu cargas, volume e intensidade. "Voltei logo, mas voltei aos poucos, quase como uma fisioterapia", afirmou. Ter paciência nesse processo foi motivo de orgulho pessoal.
Comparação com outras mães nem sempre é negativa
A comparação com outras mães não foi um problema nesse período. Ver relatos reais ajudou a aliviar a própria cobrança. "As vidas perfeitas não me convencem", afirmou.
Segundo ela, histórias reais trazem conforto emocional. "Coisas legais me inspiram, coisas reais me aliviam", resumiu.
Treinar hoje é adaptar, não manter rigidez
Atualmente, a rotina de treinos é mais flexível e adaptada à maternidade. Antes, ela treinava duas vezes por dia, por longos períodos. "Hoje treino menos tempo, mas consigo me virar", contou Babi.
O sono irregular e a amamentação mudaram completamente a organização do dia. "A rotina não depende mais só de mim, e está tudo bem", disse. Para ela, adaptar o treino ao nível de energia virou prioridade.