Você já ouviu falar da fruta-do-lobo? Também conhecida como lobeira (Solanum lycocarpum), ela recebeu esse nome por representar cerca de 50% da dieta do lobo-guará. No entanto, o fruto voltou a ganhar destaque recentemente por outro motivo: um novo estudo revelou propriedades promissoras que vão além da alimentação do animal.
Um estudo conduzido por pesquisadores da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP, mostrou que dois compostos presentes na fruta-do-lobo têm potencial para o tratamento do câncer de bexiga. Os resultados foram publicados no International Journal of Pharmaceutics.
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Como o estudo foi realizado?
A partir do fruto, foram extraídos os compostos solasonina e solamargina, que foram então encapsulados em nanopartículas "cerca de 600 mil vezes menores que a espessura de um fio de cabelo", como explicou a professora Priscyla Daniely Marcato Gaspari, uma das autoras do estudo, ao Jornal da USP.
Foram realizados testes contra células tumorais de bexiga, tanto em culturas de laboratório quanto em experimentos com camundongos, que apresentaram bons resultados na redução do volume tumoral e capacidade de penetrar os tecidos da bexiga.
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