Você já ouviu falar sobre a relação DADT? O termo, criado a partir da frase "Don't Ask, Don't Tell" ("não pergunte, não conte", em português), refere-se a um tipo de vínculo em que os parceiros podem se conectar emocional ou fisicamente com outras pessoas. Ou seja, trata-se de um relacionamento não monogâmico, semelhante ao aberto. A diferença, nesse caso, é que os casais não compartilham nenhuma informação sobre esses envolvimentos.
Entendendo o DADT
A expressão, que surgiu originalmente no exército dos Estados Unidos como forma de evitar que membros da comunidade LGBTQIAPN+ revelassem sua identidade, vem se popularizando diante de uma geração que considera compromissos algo antiquado. Especialistas explicam que essas pessoas desenvolveram uma percepção crítica sobre os vínculos tradicionais, como o casamento, ao observarem seus familiares.
Assim, elas passaram a buscar por novas formas de se relacionar, o que aumentou o número de adeptos à poligamia. Os casais DADT, então, ganharam espaço, possibilitando que os indivíduos se envolvam com outros, sem se preocupar com posteriores conversas desconfortáveis. De acordo com sociólogos, essa relação proporciona maior liberdade e individualidade, algo que os jovens têm buscado.
Efeitos emocionais
Entretanto, apesar de serem abertamente permissivas e vistas como modernas, elas são pouco transparentes. Em entrevista à revista 'Ana Maria', o psicólogo Alexander Bez explicou que a omissão do que ocorre fora do relacionamento está associada ao desejo de suprir carências e necessidades pessoais.
Ele aponta ainda que parceiros unidos por razões sociais, familiares ou religiosas tendem a recorrer a esse tipo de vínculo. Isso porque, dessa forma, é possível "tentar preencher lacunas emocionais e sexuais", sem afetar a relação principal. Segundo o especialista, tanto o ato de não contar quanto o de não perguntar, pode demonstrar insegurança e medo de separação. Para Bez, o DADT se assemelha a um comportamento neurótico, caracterizado por uma perturbação emocional.