"Eu me senti envergonhada": disseram que ela fingia tontura, mas havia algo grave

Anemia aplástica grave pode começar com sintomas que parecem comuns. Veja o caso de uma jovem que diz ter sido desacreditada e veja os sinais.

26 ago 2026 - 11h00
(atualizado às 11h02)
Resumo
Após ter sintomas como tontura e cansaço desacreditados por socorristas, a gerente de marketing Rafiya Sherin descobriu sofrer de anemia aplástica grave, uma doença rara e potencialmente fatal que afeta a produção de células sanguíneas pela medula óssea. Dependente de transfusões de sangue frequentes, a jovem agora busca por um transplante de células-tronco e mobiliza campanhas comunitárias para encontrar um doador geneticamente compatível, desafio intensificado por sua ascendência indiana.

Rafiya Sherin estava no trabalho quando passou mal a ponto de os colegas chamarem uma ambulância. Ela sentia tontura, estava muito cansada e dizia que não estava bem.

Jovem tem anemia aplástica grave / Crédito: DKMS UK/Instagram
Jovem tem anemia aplástica grave / Crédito: DKMS UK/Instagram
Foto: SaúdeLab / SaúdeLAB

Quando os socorristas chegaram, segundo o relato da própria Rafiya, disseram que ela poderia estar apenas desidratada e não precisava ser levada ao hospital.

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Mas houve algo que a marcou ainda mais. Ela conta que chegou a ser acusada de estar fingindo a tontura.

"Eu me senti envergonhada", relatou ao site LancsLive.

Naquele momento, Rafiya ainda não sabia que os sintomas que estavam sendo colocados em dúvida faziam parte de uma doença rara e potencialmente fatal.

Os sintomas começaram durante uma viagem

Aos 30 anos, Rafiya vivia em Preston, na Inglaterra, e trabalhava como gerente de marketing. O primeiro problema apareceu durante uma viagem ao exterior, quando teve o que parecia ser uma intoxicação alimentar.

Vieram a diarreia, o cansaço e a tontura.

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Mesmo depois de voltar ao Reino Unido, porém, ela continuou se sentindo mal. A diarreia persistia, o corpo parecia sem energia e a tontura não passava.

Rafiya procurou o médico e pediu um exame de sangue. O profissional concordou, mas acreditava que o cansaço poderia estar relacionado à diarreia e que a tontura talvez tivesse outra explicação, ligada a um problema muscular no ombro.

O exame ficou marcado para a semana seguinte.

Antes disso, ela piorou e passou mal no trabalho. Foi quando os colegas chamaram a ambulância.

Dois dias depois, Rafiya finalmente fez o exame.

Pouco tempo depois, recebeu uma ligação do médico. A orientação foi de que deveria ir ao hospital imediatamente.

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O diagnóstico mudou tudo: anemia aplástica grave

Rafiya foi diagnosticada com anemia aplástica grave, uma doença rara em que a medula óssea deixa de produzir células do sangue em quantidade suficiente.

Ela passou a precisar de transfusões regulares e recebeu a informação de que precisaria de um transplante de células-tronco para ter a possibilidade de voltar a uma vida normal.

O problema é encontrar um doador compatível.

Nesse tipo de transplante, não basta ter o mesmo tipo sanguíneo. É necessária uma compatibilidade genética específica. E a diversidade entre os possíveis doadores pode influenciar as chances de encontrar uma pessoa adequada.

Como Rafiya tem origem indiana, a busca pode ser ainda mais difícil.

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Em 16 de agosto, amigos organizaram em Preston uma campanha para cadastrar possíveis doadores. Mais de 200 pessoas compareceram, segundo a DKMS, organização que atua na busca por doadores de células-tronco compatíveis.

Para Rafiya, a mobilização trouxe esperança em um momento em que sua vida havia mudado completamente.

"Mesmo quando você está longe de casa, a comunidade pode encontrar você onde quer que esteja", disse após a campanha.

O que é anemia aplástica grave?

A anemia aplástica é uma doença rara que afeta a medula óssea, região do corpo responsável pela produção das células do sangue.

Quando essa produção diminui, diferentes sinais podem aparecer. Entre os possíveis sintomas estão:

  • cansaço intenso e fraqueza;
  • tontura e falta de ar;
  • palidez;
  • infecções frequentes;
  • manchas roxas pelo corpo;
  • sangramentos com mais facilidade ou que demoram para parar.

Como esses sinais também podem aparecer em problemas mais comuns, nem sempre apontam para uma doença rara.

Isso não significa que sentir tontura ou cansaço seja sinal de anemia aplástica. A condição é rara e esses sintomas podem ter muitas outras causas.

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No caso de Rafiya, o que chamou atenção foi a persistência dos sintomas e a piora do quadro.

Na forma grave, a anemia aplástica pode ser potencialmente fatal. O tratamento pode incluir transfusões de sangue e, em alguns casos, transplante de células-tronco.

Agora, Rafiya espera encontrar um doador compatível. Para ela, essa pessoa pode representar exatamente aquilo que passou a desejar desde que descobriu a doença: uma segunda chance de vida.

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Fonte: SaúdeLAB
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