Pesquisas das universidades de Oxford e Yale sugerem que baixas doses de lítio, remédio usado no transtorno bipolar, podem auxiliar no tratamento do Alzheimer. Os cientistas constataram que a substância oferece benefícios neuroprotetores e desacelera a neuroprogressão da doença ao atuar em cascatas neurotróficas vitais. Com eficácia obtida em dosagens muito menores que as tradicionais, a abordagem desponta como uma via promissora frente às limitações das terapias atuais.
26 de agosto de 2026 (Bibliomed). Existem cerca de 32 milhões de pessoas no mundo vivendo com a doença de Alzheimer, e esse número deve chegar a 152 milhões até 2050. Embora existam alguns medicamentos par a condição, eles são usados apenas nos estágios iniciais para ajudar a retardar o declínio cognitivo ou em estágios mais avançados para tratar os sintomas comuns da doença.
Estudo realizado da Universidade de Oxford, no Reino Unido, e na Universidade de Yale, nos Estados Unidos, sugere que doses baixas de lítio — um medicamento usado para tratar o transtorno bipolar — poderia ser usado no tratamento da doença de Alzheimer, uma vez que a droga ajuda a combater a neuroprogressão e oferece benefícios neuroprotetores.
Os pesquisadores realizaram diversos estudos com baixas doses de lítio para demonstrar que muitas das propriedades neurotróficas e neuroprotetoras são observadas em doses/níveis consideravelmente menores do que os tradicionalmente utilizados no transtorno bipolar. Essas descobertas foram replicadas por outros laboratórios independentes.
Os autores explicam que baixas doses de lítio não são apenas um estabilizador de humor, mas também ajudam a combater as alterações cerebrais conhecidas como neuroprogressão. Eles acreditam que o lítio exerce efeitos em importantes cascatas neurotróficas — especialmente BDNF, bcl-2 e GSK-3 — que se presume atenuarem a progressão da doença.
Fonte: JAMA Psychiatry. DOI: 10.1001/jamapsychiatry.2026.1296.