O Dia Mundial do Coração reforça que a prevenção de doenças cardiovasculares exige hábitos contínuos e acompanhamento médico. Segundo a OMS, fatores de risco como sedentarismo, tabagismo, má alimentação e consumo de álcool devem ser combatidos. Recomenda-se praticar ao menos 150 minutos semanais de atividade física e adotar uma dieta rica em vegetais, reduzindo sal e gorduras. Mesmo sem sintomas, consultas regulares são vitais para o diagnóstico precoce e controle da pressão e colesterol.
Cuidar do coração envolve decisões que se repetem todos os dias: movimentar o corpo, escolher o que vai ao prato e acompanhar a saúde. Celebrado nesta terça-feira, 29 de setembro, o Dia Mundial do Coração reforça a importância desses cuidados para reduzir o risco de doenças cardiovasculares.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), tabagismo, alimentação inadequada, inatividade física e consumo prejudicial de álcool estão entre os principais fatores de risco modificáveis. Pressão arterial elevada, alterações na glicose e no colesterol também exigem atenção.
A prevenção combina hábitos saudáveis com acompanhamento profissional. Identificar e tratar alterações precocemente ajuda a reduzir a possibilidade de complicações, mesmo quando a pessoa ainda não percebe sintomas.
Movimento precisa fazer parte da rotina
Caminhar, pedalar, nadar e dançar são maneiras de incluir atividade física no cotidiano. A escolha deve considerar as condições de saúde, as preferências e a possibilidade de manter a prática.
Em entrevista à Boa Forma, o cardiologista Roberto Yano destaca que a regularidade é mais importante do que procurar uma modalidade considerada ideal para todas as pessoas. Exercícios aeróbicos e fortalecimento muscular podem se complementar no cuidado cardiovascular.
A OMS ressalta que alguma atividade é melhor do que nenhuma e recomenda reduzir o tempo sedentário. Para adultos, pelo menos 150 minutos semanais de atividade moderada constituem uma referência, com adaptação às condições individuais.
Isso permite distribuir o movimento ao longo da semana. Quem está começando pode incorporar períodos menores e aumentar gradualmente, respeitando seus limites.
Alimentação e tabagismo também merecem atenção
Uma alimentação favorável à saúde cardiovascular inclui frutas, verduras, legumes, grãos integrais e fontes adequadas de proteína. O objetivo é construir um padrão que possa ser mantido, sem depender de um alimento isolado.
A Associação Americana do Coração inclui alimentação, atividade física e abandono do tabaco entre os componentes essenciais da saúde cardiovascular.
Reduzir excessos de sal, açúcar e gorduras prejudiciais também integra as medidas de prevenção apontadas pela OMS. O cuidado deve ser contínuo, acompanhado do controle dos fatores de risco já identificados.
Acompanhamento deve considerar cada pessoa
A ausência de desconforto não é suficiente para avaliar a saúde do coração. Consultas permitem analisar pressão arterial, histórico familiar, hábitos e outros elementos que influenciam o risco cardiovascular.
O acompanhamento pode incluir exames e medicamentos quando indicados. A necessidade de cada avaliação depende do quadro clínico, e não de uma lista única de procedimentos para todas as pessoas.
Mais do que concentrar os cuidados em uma data do calendário, a proposta é manter mudanças possíveis ao longo do ano. A prevenção reúne movimento, alimentação e acesso ao cuidado, com identificação precoce de alterações e tratamento adequado.