FIT no SUS: exame que rastreia câncer de intestino pode ser feito em casa

Teste FIT é usado para rastrear alterações no intestino antes dos sintomas. Entenda como funciona, quem pode fazer pelo SUS e o que indica.

29 set 2026 - 10h30
(atualizado às 10h32)
Resumo
O SUS incorporou o Teste Imunoquímico Fecal (FIT) para rastrear câncer colorretal em pessoas de 50 a 75 anos assintomáticas. Feito em casa e sem preparo prévio, o exame detecta sangue oculto nas fezes usando anticorpos específicos, devendo ser repetido a cada dois anos. Ele atua como triagem inicial, não substitui a colonoscopia e, caso aponte alteração, exige investigação mais aprofundada para confirmar o diagnóstico, identificar a origem do sangramento ou retirar pólipos preventivamente.

Nem sempre um problema no intestino dá sinais claros. Às vezes, pequenas quantidades de sangue já estão presentes nas fezes, mas são invisíveis a olho nu e só podem ser identificadas por um exame.

Teste FIT
Teste FIT
Foto: SaúdeLab / SaúdeLAB

É justamente para procurar esse tipo de alteração que o Teste Imunoquímico Fecal, conhecido como FIT, passou a fazer parte do rastreamento do câncer colorretal no SUS.

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Para o público definido pelo protocolo, o teste deve ser repetido a cada dois anos.

A inclusão do exame foi oficializada em agosto de 2026 pelo Ministério da Saúde. Mas como ele funciona na prática e o que acontece quando o resultado aponta alguma alteração?

Como funciona o FIT no SUS

O teste identifica sangue oculto nas fezes, que pode estar relacionado a pólipos, lesões que podem anteceder um câncer ou ao próprio câncer colorretal.

O diferencial está na forma como essa pesquisa é feita. O FIT utiliza anticorpos capazes de reconhecer especificamente a presença de sangue humano.

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A coleta é simples e pode ser feita em casa.

A pessoa recebe um kit, retira uma pequena quantidade das fezes com uma haste própria e coloca o material no tubo indicado. Depois, a amostra é encaminhada para análise.

Não é necessário fazer preparo intestinal nem seguir uma dieta especial antes da coleta. O procedimento também pode ser realizado com apenas uma amostra.

O que o FIT pode encontrar

Pólipos e alguns tumores podem sangrar mesmo quando a pessoa ainda não apresenta sintomas. É por isso que encontrar sangue oculto pode ajudar a identificar alterações que precisam de investigação.

Segundo o Ministério da Saúde, o FIT apresenta sensibilidade estimada entre 85% e 92% para identificar possíveis alterações.

E se o resultado do Teste FIT der positivo?

Um resultado positivo significa que foi encontrado sangue na amostra. Isso não quer dizer, por si só, que a pessoa tem câncer.

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É preciso investigar a origem desse sangramento. A colonoscopia pode ser indicada para observar diretamente o interior do intestino e, quando necessário, retirar pólipos ou realizar uma biópsia.

É essa investigação que ajuda a esclarecer o que provocou a alteração encontrada no FIT.

Já um resultado negativo não encerra o rastreamento. Para as pessoas incluídas na estratégia do SUS, o teste deve ser repetido a cada dois anos.

Quem pode fazer o Teste FIT no SUS

O exame está previsto para homens e mulheres de 50 a 75 anos que não têm sintomas. A proposta é usar o FIT como uma forma de rastreamento, procurando alterações antes que elas provoquem sinais perceptíveis.

Quem apresenta sintomas precisa de avaliação médica, e a investigação pode seguir outro caminho.

Sangue nas fezes, mudanças persistentes no funcionamento do intestino, anemia, perda de peso sem explicação e dor ou desconforto abdominal são alguns sinais que merecem atenção.

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Exame FIT substitui a colonoscopia?

Não. Os dois exames têm funções diferentes.

O FIT funciona como uma primeira etapa do rastreamento. É simples e pouco invasivo e pode indicar quem precisa de uma investigação mais detalhada.

A colonoscopia permite observar o intestino por dentro e também possibilita, em determinadas situações, retirar pólipos durante o procedimento. Por isso, pode ser necessária depois de um FIT positivo.

A ideia é usar um exame mais simples para o rastreamento e reservar uma investigação mais detalhada para os casos que apresentarem alteração.

Por que o exame é feito a cada dois anos

Um resultado normal não significa que a pessoa nunca mais terá uma alteração. Por isso, o exame precisa ser repetido de tempos em tempos.

No SUS, o intervalo definido é de dois anos. Dessa forma, uma nova coleta pode identificar alterações que não estavam presentes ou não foram detectadas no exame anterior.

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Fonte: SaúdeLAB
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