Cólica em bebê: 8 verdades que vão mudar sua forma de cuidar

Nem todo choro forte do bebê é cólica. Especialista explica como diferenciar, o que alivia e quando buscar ajuda médica.

12 mai 2026 - 13h03

O bebê chora sem parar, fica vermelho e nada parece resolver? A primeira suspeita costuma ser cólica. Mas nem todo choro intenso tem a mesma origem, e entender isso faz diferença no cuidado com o bebê.

Foto: Reprodução/Shutterstock / Alto Astral

De acordo com o fisioterapeuta pediátrico Icaro Ramalho, gases, dificuldade para evacuar e cólica podem se parecer nos primeiros meses, mas têm sinais bem distintos. A seguir, ele detalha o que é mito e o que é verdade sobre o tema.

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Todo choro forte é cólica? Nem sempre!

O bebê pode chorar por fome, sono, frio, calor, fralda suja, gases ou simplesmente cansaço depois de um dia cheio de estímulos. Identificar a causa evita interpretações equivocadas.

"Se o bebê está chorando, se contorcendo, todo mundo acha que é cólica. Mas não é bem assim", explica Icaro. Na cólica de verdade, o choro é mais intenso, prolongado e difícil de consolar. Ou seja, colo, peito e chupeta não costumam resolver durante o pico da crise.

A cólica aparece cedo, sim

As crises podem surgir ainda nas primeiras semanas de vida. Segundo o especialista, muitos bebês apresentam episódios por volta da segunda ou terceira semana, com piora mais comum entre a quarta e a sexta semana.

Depois desse período, a tendência é melhorar com o amadurecimento da criança. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) reforça que o choro faz parte do desenvolvimento neurológico e pode estar ligado a diversos desconfortos do dia a dia.

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Mitos e verdades que você precisa conhecer

Se o bebê solta pum e melhora, pode não ser cólica. Verdade. Icaro explica que esse "antes e depois" é uma pista importante: se o pequeno se contorce, chora, solta pum e relaxa logo em seguida, o incômodo provavelmente está relacionado aos gases.

Cólica e dificuldade para fazer cocô são a mesma coisa. Mito. Quando o bebê faz força na hora do cocô e melhora depois que as fezes saem, pode ser disquesia, uma dificuldade de coordenação comum nos primeiros meses. Se o cocô está duro ou em bolinhas, pode ser prisão de ventre. São situações diferentes e precisam de orientações específicas.

Remédio ou troca de fórmula resolvem qualquer cólica. Mito. Medicar todo choro como cólica pode atrasar a orientação correta. Quando o desconforto vem de outra causa, a família precisa primeiro entender o que está acontecendo.

O que realmente pode ajudar?

Colo, ambiente calmo e posição certa trazem conforto. Icaro orienta que a família observe o padrão do choro, os horários em que ele aparece e se há tensão corporal ou dificuldade para relaxar.

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Algumas atitudes simples fazem diferença no dia a dia!

  • Reduza os estímulos no fim do dia.

  • Acolha o bebê no colo e observe quais posições trazem mais conforto.

  • Experimente massagens suaves na barriga em movimentos circulares.

  • Anote os horários e a duração do choro para identificar padrões.

  • Consulte um fisioterapeuta pediátrico se o desconforto for frequente.

Quando o choro pede atenção médica?

A cólica costuma ocorrer em bebês que mamam bem, ganham peso e ficam tranquilos fora das crises. Quando algo foge desse padrão, é hora de buscar avaliação.

Fique atenta a sinais como febre, vômitos persistentes, sangue nas fezes, barriga muito distendida, recusa das mamadas, baixo ganho de peso ou choro diferente do habitual. Esses sintomas devem ser avaliados pelo pediatra o quanto antes.

O papel da fisioterapia pediátrica

A fisioterapia pediátrica pode ser uma grande aliada. Ela ajuda quando há tensão corporal, dificuldade de relaxar ou sinais de que o bebê precisa de uma avaliação mais individualizada.

"Não existe uma única causa para a cólica e também não existe uma técnica milagrosa que resolva tudo. O trabalho é observar o comportamento do bebê, ouvir a família, diferenciar cólica de outros desconfortos e orientar medidas de conforto de acordo com cada caso", conclui Icaro Ramalho.

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 Observar, acolher e buscar orientação especializada continuam sendo os melhores caminhos.

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