O uso das ferramentas de IA generativa está em todas as áreas de trabalho mundo afora, e na área da Saúde não é diferente. Dados da 12ª edição da pesquisa TIC Saúde, divulgados nesta terça-feira, 12, revelam que 76% do total de estabelecimentos que já são adeptos do uso de IA usam o ChatGPT, Gemini e outros na rotina. Quando falamos de estabelecimentos com internação com mais de 50 leitos que usam IA, o número sobe para 85%.
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A TIC Saúde, é realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), por meio do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br).
Em 2025, 18% já utilizavam a tecnologia de IA, percentual que chegou a 31% nos estabelecimentos com mais de 50 leitos, e a 29% nos Serviços de Apoio Diagnóstico e Terapêutico (SADT).
Seja para consultar o ChatGPT ou Gemini, para analisar textos, reconhecimento de fala, ajudar em diagnósticos e até na dosagem de medicamentos, a maioria dos estabelecimentos de saúde utiliza a IA no dia a dia em tarefas operacionais.
A pesquisa teve cadastro de 129.728 estabelecimentos de saúde e amostra efetiva de 3.270 locais. O objetivo do estudo foi compreender o estágio e a adoção das tecnologias de informação e comunicação (TIC) nos estabelecimentos de saúde brasileiros e sua apropriação pelos profissionais da área.
Segundo a pesquisa, além do uso de IAs generativas, a tecnologia também é usada em:
- Mineração de texto e análise de linguagem escrita e falada: 52%
- Automatização de processos de fluxos de trabalho: 48%
- Reconhecimento de fala: 26%
- Reconhecimento e processamento de sinais e imagens: 17%
- Aprendizagem de máquina: 15%
A aplicação da IA na saúde pode ter diversos propósitos. As finalidades citadas pela pesquisa foram:
- Organizar os processos clínicos e administrativos: 45%
- Melhorar a segurança digital: 36%
- Melhorar eficiência nos tratamentos: 32%
- Auxiliar na logística: 31%
- Apoiar a gestão de recursos humanos ou recrutamento: 27%
- Auxiliar nos diagnósticos: 26%
- Auxiliar na dosagem de medicamentos: 14%
A pesquisa também ouviu os representantes de estabelecimentos que afirmaram que não utilizam IA. Entre os motivos citados, estão: o fato dela não ser uma prioridade, falta de necessidade ou de interesse, falta de pessoas capacitadas no estabelecimento, dificuldades de disponibilidade ou qualidade dos dados necessários, incompatibilidade com os equipamentos, software ou sistemas existentes, custos altos, preocupação com a privacidade, questões éticas e outros motivos.